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terça-feira, 3 de dezembro de 2024
quarta-feira, 5 de janeiro de 2022
quarta-feira, 9 de outubro de 2019
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
A ARTE DO ENTALHAMENTO
A arte de entalhar (esculpir) em madeira
começou cedo na vida de Alexandre de Almeida Leite, 53 anos. Incentivado pelos
avós maternos, obteve ótimo resultado com a sua primeira peça: a silhueta de
Cristo. Foi a partir daí, aos 20 anos, que sua trajetória começou.
Foram anos de muito trabalho, dedicação
e pesquisas constantes das formas exóticas criadas pela própria natureza encontradas
nas matas e beiradas de rios da região. Alexandre possui um acervo com cerca de
cem esculturas naturais. Ele foi membro da A.M.A.R (Associação Mineira de
Artesanato Rural), e da “Entidade de Artesãos Mãos de Minas”, de Belo
Horizonte.
Durante uma exposição no Centro Cultural
da Urca, em Poços de Caldas-MG, os membros da Paróquia de Presidente Prudente
(SP) encomendaram-lhe que esculpisse a “Via Sacra”. O próprio Ministro da
Eucaristia veio especialmente à cidade de Machado para buscá-la.
Admirado
com a obra, o então Cônego Walter encomendou também para a Igreja de São
Expedito.
Em meados de 2000, a pedido do Cônego,
Alexandre esculpiu o “O Cristo Ressuscitado”, obra agnóstica que foi colocada na
Matriz durante a Páscoa. Atualmente ela se encontra no Salão Paroquial.
Suas obras já foram expostas em Belo Horizonte
(Loja ‘Mãos de Minas’ da Associação dos artistas de BH), Itajubá, Santa Rita do
Passa Quatro e todas as cidades do circuito das águas: Caxambu (Exposição de
Cavalos Manga Larga Marchador) onde seus trabalhos foram publicados em revistas
especializadas; Baependi, Carmo de Minas, Três Corações, Conceição do Rio
Verde, Soledade de Minas, Campanha, Lambari, Cambuquira e São Lourenço.
No interior de São Paulo expôs em Barretos
(em parceria com a Loja ‘Billy Boots Cowboy’ de 2002 a 2003) onde vendeu para
sheiks árabes, e Campos do Jordão (Haras Rancho da Neblina e no Restaurante Rei
do Camarão). Alexandre já esculpiu mais de cem peças, algumas foram enviadas para
Portugal.
Pedidos:
(35) 99977-4972/whatsapp
---------------------------------------------------------
A
tempo: no Vale das Pedras, em Paraguaçu, existe uma árvore que fora
atingida por um raio. No lugar onde o raio caiu surgiu formou-se o desenho de
um manto.
Muitos acharam ser o de Nossa Senhora. Alexandre foi chamado para dar
mais detalhes nos contornos... Hoje o local é de peregrinação onde muitos
afirmam ter recebido graças.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
“DANÇAR
É SER FELIZ”
Para muitos, a Dança é uma comunicação
com o infinito, o que transcende a nossa realidade. Maicon Fernandes Luís
Graciano (o “Jacaré”), 30 anos, que o diga. Sua ligação com esta arte começou
aos sete anos quando recebeu uma bolsa da antiga Associação Roy Vivian de Judô (atual
RV Academia) para aprender a dançar com a professora Dayane Vieira de Carvalho.
Em 2000, como coreógrafo, foi convidado
por duas professoras de uma creche para desenvolver um projeto social. Em 2001,
levou o mesmo à Associação dos Congadeiros, onde dedicou-se a trabalhar com adolescentes.
”Gosto de insistir com pessoas difíceis”, disse.
Junto com uma equipe formada, ele deu
aulas na Academia Corpo & Arte, da professora Eliane Mendes. Em 2002,
Maicon montou sua própria academia oferecendo - por conta própria - bolsas para
aqueles que desejassem aprender a dançar.
Em 2005, como funcionário público, sentia-se contrariado por não fazer o que mais queria. Posteriormente foi para o Colégio das Irmãs compartilhar seus ensinamentos.
Em 2005, como funcionário público, sentia-se contrariado por não fazer o que mais queria. Posteriormente foi para o Colégio das Irmãs compartilhar seus ensinamentos.
Entretanto, começou nessa época a pior
fase de sua vida. Entregue aos malefícios do mundo, ele encontrou amparo nos
ombros da irmã Zaira (ex-diretora do CIC). Mesmo assim acabou retornando à margem da
vida.
Surge, então, sua amiga Elyane Caixeta
Dias, que o ajudou a enfrentar seus desafios arranjando-lhe uma internação em
Santo Antônio do Monte, e depois em Papagaios (cidades do estado de Minas).
Hoje, aos 30 anos de idade, o professor,
coreógrafo e personal dancer Maicon,
ainda tem muito a oferecer. Os adolescentes, sua maior paixão, estão a espera
de seus ensinamentos.
“Agradeço a Deus e a todos que estiveram ao meu lado.
Devo o sabor e a graça da Dança aos meus inesquecíveis professores: Dayane,
Marinho e Francislene (de Alfenas)... Dançar é ser feliz!”, finalizou com
sorriso.
Contatos:
(035) 98716-2866
Em setembro de 2017, na cidade de Machado-MG, Liz Franco (voz), Jônatas Alves (guitarra), Cleyton Aguiar (baixo) e Alexandre Henrique (bateria) se reuniram para fazer o que mais gostam: tocar Rock and Roll. Clássicos como Led Zeppelin, Janis Joplin, Black Sabbath, AC/DC, Creedence, entre outros, fazem parte da trajetória de cada um deles.
A
vocalista Liz Franco foi integrante do Overture
(banda cover do Rush), Drops Janis
(tributo à Janis Joplin), Madame X (opera rock com Amyr Cantúsio Jr.), Made in Brazil e Barata Cichetto (atual Cavator, banda estilo Stoner Metal). Alexandre
Henrique e Jônatas Alves atuaram como freelancers em bandas da região e no Muleke Veio.
Hoje cada um segue respectivamente
os projetos Secüritate e Offence. Clayton Aguiar, além da sua
banda Rockstia, formada em Conselheiro
Lafayete-MG, tocou em bandas de baile pela região.O nome
Monaliza Rock foi ideia do produtor
Everton Ribeiro, proprietário do La Toca
Homestudio.
Reconhecedor do universo musical e dos contextos das diversas
vertentes, Everton decidiu colocar em estúdio músicos com propósitos de
realizarem releituras dos clássicos do Rock and Roll de forma livre, espontânea
e intensa marcados pelos riffs gritantes da guitarra, grooves pulsantes de
baixo e bateria, formando assim a harmonia perfeita para que o melhor dos
clássicos seja interpretado por uma voz feminina de presença forte e timbre
único.
O
Monaliza Rock já se apresentou em Pouso Alegre, Alfenas, Varginha e Machado. Os
ensaios vêm sendo realizados no estúdio La Toca Homestudio.
Contatos: (035) 99166-5906/98703-2281/99853-7010
Instagram: @monaliza_rock
Facebook: facebook/monalizarocks
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
NEW
WAY
*Carlos Roberto de
Souza
Surgida
em 2011, a banda New Way vem se destacando como uma das grandes revelações do
pop/gospel do sul de Minas.
Sua
formação conta com Mayara (vocais), Jhow (guitarra base/solo), “Gordo” (baixo),
João Ubirajara (teclados), Emanuel (back vocal) e Altieres (bateria). Seus
integrantes fazem parte do “Ministério de Louvor da 5º IPI”, localizada Np
Bairro de Santa Luísa.
Com
letras próprias compostas por Emanuel e Mayara e Jhow, o New Way participou de
Festivais de Bandas Gospel nas cidades de Pouso Alegre (onde ficaram em 2º
lugar) e Boa Esperança, além de outros eventos como a “Marcha pra Jesus”, em Silvianópolis
e no Congresso em Itajubá. Em algumas apresentações a banda conta com a
participação dos amigos Edson (violão) e Osmar (baixo).
O
sonho de lançar o primeiro CD é o objetivo principal de seus membros, para isso
eles buscam parcerias.
“Há
espaço para todos que queiram levar a palavra de Deus através do louvor. O
mundo está carente de amor e de esperança no coração”. Disse Jhow.
---------------------------------
*
Poeta, editor e membro da Academia Machadense de Letras.
domingo, 10 de setembro de 2017
PEGA LADRÕES!!!
*Carlos Roberto de
Souza
Milhões,
milhões e mais milhões, as cifras não param de acumular. Elas chegam munidas de
gravações oficiais (e ilícitas), propinas e delações premiadas de bacanas
bancando o “X-9”.
As
catástrofes naturais parecem não fazer jus às tragédias anunciadas mais do que
a nossa infame Política. Dinheiro na cueca é coisa do passado, a onda agora é
“apartamento caixa-forte”.
Impunidade
e Justiça andam de mãos dadas para sempre até que a nossa vã Aposentadoria os
separe.
Quem celebrou esse matrimônio sinistro que atire a primeira cédula!
E
o voto? Ah, o voto, tão carente, tão insignificante e, ainda por cima, vagueia balindo
nos colégios eleitorais feito um bode expiatório, enquanto no Planalto Central,
os lobos uivam nos corredores iluminados do Senado e do Congresso.
Quanta
sujeira travestida de paletós caros e gravatas importadas! Se gritar pega
ladrões é gol...
É
Cazuza, a nossa piscina está cheia de ratos e o Brasil não corresponde aos
fatos, e para piorar: tudo não para.
A
“República das Bananas”, como citou o escritor americano William Sydney Porter,
corrobora com a nossa pífia Independência proclamada (?) por um príncipe
diarréico sobre o lombo de uma mula!
O
Brasil tem solução? Sinceramente eu não sei. Quem sabe se o “alugássemos” como
já se expressava Raul Seixas? Ou, simplesmente, saíssemos às ruas com lápis e
papel na mão vociferando: “Cadê o Dinheiro que tava Aqui?”.
*******
*Poeta e editor e membro da Academia
Machadense de Letras.
Foto: http://www.soqueriaentender.com.br/pega-pegapega-ladrao/
Foto: http://www.soqueriaentender.com.br/pega-pegapega-ladrao/
sábado, 11 de junho de 2016
CIDADE FAROESTINA

Gandhi desprezava a chamada civilização da época atual. “É apenas uma camada superficial que encobre um coração feroz... Não se importa nem com a moralidade nem com a religião.” Sua definição da civilização verdadeira: ”Boa conduta” cita Henry Thomas.
Quem entende de boa conduta? Nós, que vivemos cercados de descaso, de corrupção, de assombros, de afrontas diárias?
Pois é! E com tudo isso estamos ficando famosos. Não há uma semana em que a nossa cidade de Machado não anuncie um assassinato, um roubo de carro, um assalto à mão armada. Isso tudo são fatos corriqueiros já por aqui.
A televisão já ironiza quando se refere a Machado e também já fala em manter um plantão aqui, para facilitar seu trabalho, pois, antes mesmo de chegar ao local de saída, outra chamada os faz voltar.
Como podemos ver, a fama nem sempre é bom sinal: Machado, famosa, porque está batendo recorde em outras cidades nos fatos negativos,nas atrocidades que estão governando a nossa civilização moderna.
Sempre gostei de filmes faroeste: davam-me prazer assistir a eles pela TV e ver o “mocinho” chegar na hora certa e acertar os bandidos em “Rastros de Ódio”, “A Vingança de um Pistoleiro”, “ Promessa de Sangue”, “ O Dólar Furado”, a Série “Bonanza”, entre muitos outros.
Não preciso mais de TV para isso: não há mais distância entre realidade e ficção. Tais filmes andam acontecendo por aqui, (embora não deem nenhum prazer), debaixo dos nossos olhos, sem nenhum diretor cuidando de seu encaminhamento, e são de graça, mas, infelizmente, nunca aparece o “mocinho” para salvar ninguém.
Naqueles, os da TV, homens adultos eram seus personagens, trabalhando por uma carreira artística, para o sustento de suas vidas e de suas famílias; nestes, os de nossa cidade, são jovens, adolescentes que, matam por vingança, por uns gramas de droga, por vontade de mostrar poder.
Andam pelas ruas, esquecidos de si mesmos e de suas famílias que não sabem mais o que fazer por eles e, para eles, matar ou morrer, pouco importa.
Não buscam títulos de heróis, mas estão convencidos de que enchem de medo as ruas da cidade; têm pensamentos possuídos por forças maiores que os fazem acreditar que têm poder.
E nós, do outro lado, acreditamos que têm tal poder, já que estamos nos trancando cada dia mais em nossas casas, tentando resguardar-nos de ataques violentos ou de balas perdidas.
Alguém sabe o que fazer? Rezar adianta? Trancar todas as portas, colocar mais grades, alarmes e deixar acontecer do lado de fora, é isso?
Essa é a civilização moderna.
Alberti Cliffe nos conta que no Canadá Ocidental, há grandes florestas de árvores enormes, algumas das quais com milhares de anos de idade. Resistem a grandes tempestades, mesmo a terremotos e ventos furiosos. Entretanto, morrem frequentemente por causa de um pequeno inseto que penetra debaixo da casca e lentamente suga-lhes a seiva vital.
Assim é a preocupação: mina nossa vitalidade e pode nos trazer moléstias sérias. Ficaremos à espera das grandes moléstias, trancados em casa, destruídos em nossa vitalidade, sentindo horror ante os fatos e dizendo constantemente o mesmo chavão: Que Deus tome conta de todos nós?
Segundo o profeta Isaías o mundo melhor seria este: “ E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito, e o bezerro e o filhote do leão e o da ovelha viverão juntos; e um menino os guiará... porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. E as nações converterão as suas espadas em relhas de arados, e as lanças em foices: não levantará a espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear.”
Essa foi a formosa visão que Isaías legou a sua geração. E como o recompensou a sua geração? Como as gerações costumam recompensar os seus profetas. “Cortaram-no em dois, relatam os cronistas, com uma serra”.
Será que a civilização moderna se modernizou demais?
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*Olga Caixeta Vilela é professora de Português e membro da Academia Machadense de Letras.

Gandhi desprezava a chamada civilização da época atual. “É apenas uma camada superficial que encobre um coração feroz... Não se importa nem com a moralidade nem com a religião.” Sua definição da civilização verdadeira: ”Boa conduta” cita Henry Thomas.
Quem entende de boa conduta? Nós, que vivemos cercados de descaso, de corrupção, de assombros, de afrontas diárias?
Pois é! E com tudo isso estamos ficando famosos. Não há uma semana em que a nossa cidade de Machado não anuncie um assassinato, um roubo de carro, um assalto à mão armada. Isso tudo são fatos corriqueiros já por aqui.
A televisão já ironiza quando se refere a Machado e também já fala em manter um plantão aqui, para facilitar seu trabalho, pois, antes mesmo de chegar ao local de saída, outra chamada os faz voltar.
Como podemos ver, a fama nem sempre é bom sinal: Machado, famosa, porque está batendo recorde em outras cidades nos fatos negativos,nas atrocidades que estão governando a nossa civilização moderna.
Sempre gostei de filmes faroeste: davam-me prazer assistir a eles pela TV e ver o “mocinho” chegar na hora certa e acertar os bandidos em “Rastros de Ódio”, “A Vingança de um Pistoleiro”, “ Promessa de Sangue”, “ O Dólar Furado”, a Série “Bonanza”, entre muitos outros.
Não preciso mais de TV para isso: não há mais distância entre realidade e ficção. Tais filmes andam acontecendo por aqui, (embora não deem nenhum prazer), debaixo dos nossos olhos, sem nenhum diretor cuidando de seu encaminhamento, e são de graça, mas, infelizmente, nunca aparece o “mocinho” para salvar ninguém.
Naqueles, os da TV, homens adultos eram seus personagens, trabalhando por uma carreira artística, para o sustento de suas vidas e de suas famílias; nestes, os de nossa cidade, são jovens, adolescentes que, matam por vingança, por uns gramas de droga, por vontade de mostrar poder.
Andam pelas ruas, esquecidos de si mesmos e de suas famílias que não sabem mais o que fazer por eles e, para eles, matar ou morrer, pouco importa.
Não buscam títulos de heróis, mas estão convencidos de que enchem de medo as ruas da cidade; têm pensamentos possuídos por forças maiores que os fazem acreditar que têm poder.
E nós, do outro lado, acreditamos que têm tal poder, já que estamos nos trancando cada dia mais em nossas casas, tentando resguardar-nos de ataques violentos ou de balas perdidas.
Alguém sabe o que fazer? Rezar adianta? Trancar todas as portas, colocar mais grades, alarmes e deixar acontecer do lado de fora, é isso?
Essa é a civilização moderna.
Alberti Cliffe nos conta que no Canadá Ocidental, há grandes florestas de árvores enormes, algumas das quais com milhares de anos de idade. Resistem a grandes tempestades, mesmo a terremotos e ventos furiosos. Entretanto, morrem frequentemente por causa de um pequeno inseto que penetra debaixo da casca e lentamente suga-lhes a seiva vital.
Assim é a preocupação: mina nossa vitalidade e pode nos trazer moléstias sérias. Ficaremos à espera das grandes moléstias, trancados em casa, destruídos em nossa vitalidade, sentindo horror ante os fatos e dizendo constantemente o mesmo chavão: Que Deus tome conta de todos nós?
Segundo o profeta Isaías o mundo melhor seria este: “ E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito, e o bezerro e o filhote do leão e o da ovelha viverão juntos; e um menino os guiará... porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. E as nações converterão as suas espadas em relhas de arados, e as lanças em foices: não levantará a espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear.”
Essa foi a formosa visão que Isaías legou a sua geração. E como o recompensou a sua geração? Como as gerações costumam recompensar os seus profetas. “Cortaram-no em dois, relatam os cronistas, com uma serra”.
Será que a civilização moderna se modernizou demais?
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*Olga Caixeta Vilela é professora de Português e membro da Academia Machadense de Letras.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Engraçado os nossos futuros candidatos a Ratos na Política!Quando estão em campanha, seguram crianças no colo, distribuem beijos, sorrisos, apertos de mãos, abraços de "amigo urso"; além de consumirem aquele pastel quase verde na estufa (que será lembrado na manhã seguinte)...
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E,aí, quando vencem, sequer se lembram das mais simples promessas feitas aos cidadãos.
Se você tentar se aproximar de um deles, fatalmente levará para casa a lembrança de um soco, ou, se tiver muita sorte, apenas uma cotovelada.
Então, vai encarar essa, ou pretende dar um basta nas urnas?
terça-feira, 24 de junho de 2014
A REVOLTA DOS CÃES
A REVOLTA DOS CÃES
Carlos Roberto de Souza
Moro em uma rua cujo nome é
“Andorinhas”. Até aí nada demais. Entretanto, o problema não são as andorinhas
(que nem dão suas caras por aqui), e sim uma manifestação canina que vem
crescendo a cada dia.
Eles latem com todos os pulmões, dividem
as pulgas e não os pães, correm atrás de desavisados e mordem seus calcanhares só
para “aporrinhar”. E para fechar a fatura: defecam em quase toda a extensão.
Creio que nem todas as andorinhas reunidas in loco seriam capazes de produzir tanto
dejeto!
Alguns deles foram gentilmente trazidos
pelos moradores, porém os próprios jogaram a tolha no mesmo dia, ou seja,
deixaram os caninos à mercê do seu instinto de sobrevivência. É mole!?
Os cães de hoje são espertos, e já formaram
até sindicatos.
Você duvida? Então chute algum pela frente
ou jogue uma pedra para ele se afastar, é bem provável que um bando surja e ponha
você pra correr; e ai daquele que comprar a briga!
Quando se caminha por esta rua não dá
pra saber o que é asfalto ou buraco... Tudo foi tomado pelas fezes. Nessa hora
você não acha o dono da arte e muito menos a cara do “patrão”, já que o quadro
revela que os cães começaram uma revolução.
O grito de guerra!? Ora não poderia ser
outro senão: “Daqui não saio, daqui ninguém me tira” (olha a marchinha gente!).
De vez em quando eu vejo o meu cachorro
da raça Pinscher cochichando com um desses comparsas junto ao portão. Humm! Sei
não, mas acho que o meu cachorro está me traindo...
Vou ter que pisar em ovos daqui pra
frente. Enfrentar esse baixinho é moleza, mas um bando de “tomba latas”
revoltados “é osso”.
*Poeta,
editor e membro da Academia Machadense de Letras
quinta-feira, 15 de maio de 2014
E O OSCAR VAI PARA...
E O
OSCAR VAI PARA...
*Carlos Roberto de Souza
No dia 09 de março deste ano, O
Fantástico exibiu uma reportagem sobre o abandono estrutural e humano do ensino
público. Tal matéria meu causou espécie: como pode o Brasil – que se vangloria membro
do B.R.I.C.S [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] – manter escolas
sem condições de ensino onde alunos e professores sofrem indignados?
A reportagem mostrou escolas de Alagoas,
Pernambuco e Maranhão literalmente sem teto, sem água potável, carteiras
quebradas, chão esburacado e sem banheiros (em algumas tanto alunos quanto
professores faziam suas necessidades no mato). Os alunos tinham que acordar de
madrugada para pegar um “caminhão pau-de-arara” até às escolas. Outros eram
obrigados a percorrer uma longa distância a pé em lamaçais. Um quadro patético!
Eu me pergunto onde está o tão difundido
projeto “Criança Esperança” da Rede Globo, causador de euforia e lágrimas? Onde
os políticos – cujos filhos formados nas melhores universidades – esconderam o que
sobrou de sua pífia vergonha? Ah, que saudade dos atos estudantis da década de
1960, quando Jovens saíam às ruas para protestar e enfrentar a truculência da
Ditadura... E o que restou da nossa Democracia mundana? Nada a não ser uma
“Faixa de Gaza” cujas pedras são insuficientes para atingir o âmago do caos.
O Governo (municipal, estadual e
federal) merecia uma indicação ao “Oscar
de Efeitos Especiais” devido à violência urbana gratuita, drogas vendidas e
consumidas a céu aberto, roubos, sucateamento do ensino público, desvalorização
do professor e pelos buracos [plagiados da trilogia “Jurassic Park”] que tomam milagrosamente
nossas ruas e avenidas.
O tapete vermelho da infâmia foi estendido;
Sobre ele veremos os mais sórdidos políticos, tecnocratas e candidatos ao
vestibular da roubalheira caminharem com altivez. O que mais me intriga, porém,
é saber que com o passar do tempo, tudo isso será esquecido para ceder (em
primeira mão) colunas para os babados, furos jornalísticos e meia página para
os jardineiros dedurarem seus chefes.
Portanto, alegrai-vos! Pois novamente
seremos lobotomizados com o que não enxergamos além dos nossos narizes.
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*Poeta,
editor e membro da Academia Machadense de Letras.
GOOOOOOOL...
GOOOOOOOL...
(A COPA DA COZINHA É NOSSA!)
*Carlos Roberto de Souza
O mês de junho está chegando e com ele a grande
expectativa: A Copa do Mundo de Futebol, eta!!!
O que me espanta é saber que durante os jogos, uma
amnésia coletiva tomará conta do país. Até os índices de roubo e furto vão
despencar, já que a malandragem patriótica estará – como todo cidadão –
torcendo pelo nosso país.
Como dizia o escritor e jornalista Nelson
Rodrigues: “O Brasil é a pátria de chuteiras”.
Antes da partida inicial, porém, o corre-corre e a
euforia tomarão conta da cidade em proporções inimagináveis: o trânsito (que já
era caótico) será a imagem surrealista do próprio marasmo; pacientes espalhados
nos corredores de hospitais detentores de “ISO” aguardarão pacientemente a chegada
de um médico.
O Congresso, o Senado, o Itamaraty, entre outras Instituições
farão brindes regados a Moët Chandon. O (1.9.0) estará distribuindo a famosa
evasiva: “Estamos atendendo uma ocorrência”…
A questão é: a Copa do Mundo faz milagres, ou o
povo brasileiro é milagreiro?
Creio que a primeira questão se encaixe nas
entrelinhas, pois embora o povo não caminhe sobre as águas, ele se afunda nas
enchentes;
Ele não multiplica os pães, contudo, sua fome é
inesgotável;
Ele não tem um Judas à sua direita, mas traidores
de colarinho branco;
Ele não foi visitado pelos reis magos, mas encontra
em cada esquina mágicos capazes de fazer sumir um carro, uma carteira, uma
motocicleta…
Por fim ele carregará a cruz que não será fincada no
calvário, mas no morro onde o “pó branco” é a redenção.
... E a bola começa a rolar. Agora o bicho pega (ué,
não pegou ainda?).
O lateral corre, dribla um, dois, três, cruza a
bola com atitude. O centroavante corre até a área, mata a bola no peito e antes
que ela toque o chão ele a chuta.
A respiração cessa, o coração dispara, o nó na
garganta enforca; a bola cobre o goleiro, balança a rede...
Um grito uníssono de alegria é ouvido em todo país.
Quem dera fosse um BASTA!
*Poeta, editor e membro da Academia Machadense de Letras.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
PRECONCEITO, FALSIDADE E CINISMO: BOM APETITE!
PRECONCEITO, FALSIDADE E CINISMO:
BOM APETITE!
Carlos Roberto de Souza (Agamenon Troyan)
O texto “Profusões” de Olga Caixeta é muito
interessante. Sua observação é um alerta sobre o cinismo, preconceito e
falsidade dos quais nos alimentamos todos os dias. Testemunhamos crianças
perdendo sua fase pueril em meio a jogos de violência e jovens dizimando sua
juventude em “baratos” cheios de overdoses.
Na música, o vulgar é sucesso garantido, enquanto que
as de letras bem estruturadas caem em desuso cultural.
Nas telas, a barbárie (guerras, genocídios,
violência urbana e familiar, entre tantos) é diversão garantida regada a
pipoca, guaraná e vodca. Os pais – que ainda tentam em vão dialogar com seus
filhos ou controlá-los – se perdem nos umbrais do tempo. Tudo hoje em dia é
“careta”, ou será que essa gíria se perdeu também?
Encaramos tudo em caráter de negligência; não
percebemos o quanto estamos envolvidos... Somos parte de um imenso tabuleiro
cujas peças não se movem. Deixamos escapar uma lágrima por uma cena que nos
toca, e negamo-la quando a realidade bate à nossa porta.
Como é possível discutirmos – em ângulos
cinematográficos – enredos realísticos que abordam a pobreza, guerras
religiosas, conflitos familiares quando a realidade está a um palmo dos nossos
narizes? Tudo é cinismo!?
Aliás, venham todos: o preconceito, a falsidade e o cinismo estão na mesa!!!
Bom Apetite...
*Editor e
poeta, membro da Academia Machadense de Letras.
Foto: http://slayagain.blogspot.com.br/2010/09/tira-tua-mascara.html
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Carlos Roberto de Souza (Agamenon Troyan)
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