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domingo, 31 de março de 2013

MORRE O MÚSICO TED MARCEL



MORRE O MÚSICO TED MARCEL

Arcélio Rabelo mais conhecido no mundo da música como Ted Marcel, faleceu na manhã de quinta-feira, dia 4 de junho de 2009, em Machado-MG, sua cidade natal.

Considerado um dos grandes artistas da música romântica e da popular brasileira, Arcélio residiu em São Paulo por vários anos, onde se apresentava em shows.

Sua fama correu o mundo com apresentações em várias cidades do mundo, entre elas: Buenos Aires (Argentina), La Paz (Bolívia), Montevidéu (Uruguai), Chile e Japão. O auge de sua carreira foi nos anos 50, 60, 70 e 80.

Talentoso e versátil era versado em acordeon e teclado. Na televisão nas décadas de 50, 60 e 70 se apresentava na TV Tupi no programa dos apresentadores Airton Rodrigues e Lolita, tocando e acompanhando artistas como Jair Rodrigues.
Arcélio morreu aos 77 anos, vítima de pneumonia, no Hospital da Santa Casa de Machado.


Fonte: Folha Machadense, edição 1.770, 06 de junho de 2009.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A OBRA DE CARLOS GOMES ( Larissa Ferreira Lucio)


             Quem sabe?

Quem poderia imaginar que um campineiro, sem recursos, sofrido, apelidado de Nhô Tonico  conquistaria o mundo com uma música de ópera mais brasileira do que nunca em um estilo romântico?  Só mesmo com muito talento!Talento que o engrandeceu, o fortificou e o levou além das fronteiras do nosso país, sendo o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro All Scala, na Itália!

O músico ANTONIO CARLOS GOMES, nasceu na cidade de Campinas em julho de 1836. A mãe, Fabiana Jaguari Gomes, fora assassinada aos vinte oito anos de idade, e o pai Manuel José Gomes, o Maneco Músico,  criou todos seus filhos com muita dificuldade e com eles formou uma banda iniciando-os nas primeiras notas musicais.

Nhõ Tonico alternava o trabalho em uma alfaiataria e o  aperfeiçoamento em seus estudos. Aos vinte e três anos, apresentou-se em vários concertos com pai e, nessa mesma época, compôs o Hino Acadêmico das Faculdades de Direito.

Recebeu bolsas para estudar em bons conservatórios rumo à Corte, porém não tinha recursos para partir, até que  apresentou-se pela primeira vez no Teatro de Ópera Nacional, onde foi levado para casa por uma multidão que o aclamava sem cessar.

A primeira ópera do  compositor foi  A Noite do Castelo. Dois anos mais tarde, compôs a ópera Joanna de Flandes, o que lhe rendeu uma mesada do imperador para estudar na Europa. Segundo Vasco Mariz (2000) a  bolsa de estudos era  para a Alemanha, mas o sonho de Carlos Gomes era a bela Itália e somente com a intercessão da imperatriz Tereza Cristina, filha do rei de Nápoles, foi possível a  mudança de destino. 

Feliz com a etapa conquistada, porém com coração apertado por deixar sua amada Ambrosina, sua primeira paixão. Tal tristeza resultou na bela música, Quem Sabe, cantada até hoje por nossa geração.

Nhô Tonico partiu em dezembro de 1863 levando consigo uma carta de recomendação do imperador para o rei Fernando de Portugal a ser entregue ao maestro Lauro Rossi diretor do Conservatório de Milão.   

As condições da bolsa previam uma grande obra nos primeiros dois anos de permanência na Itália. Nesta época, a ópera italiana dominava o mundo e Milão, a capital industrial, mantinha um público sofisticado e grandes editoras, consequentemente, a aceitação de um artista era muito rigoroso  e Carlos Gomes tinha em suas mãos a abertura para  conquistar todos os teatros o mundo.

Nosso compositor iniciou-se na Itália com um estilo ligeiro, ou seja, popular, chamando a atenção do público mais sofisticado para sua  música. Reconhecendo tal fato ele dizia: “Aquela musiquinha de realejo me ajudou a abrir as portas do Scala”.

A Grande ópera prometida para o imperador estava finalizada em 1870, O Guarani, e em março desse mesmo ano, foi estreada mais de 12 vezes com inúmeros aplausos. No seguinte, houve 15 récitas. Agora, o que tudo isso quer dizer? O que o Guarani, em especial, significou para o Brasil?

A partir da noite memorável de 1870, o Brasil nasceu para o mundo musical. Esse é o verdadeiro significado de O Guarani, a ópera nacionalista, uma mistura da essência das músicas de realejo e de ópera italiana.

Apesar de não ser sua maior obra, foi a que o imortalizou. Voltou ao Brasil diversas vezes para apresentações e por fim tomar posse do cargo de diretor do Conservatório do Pará, mas já  estava com a saúde muita debilitada.

Faleceu em 16 de setembro de 1896 no estado paraense, não chegou a assumir seu cargo no Conservatório. O corpo do compositor ficou exposto no conservatório de Música no Pará por 2 dias e após isso, ele foi sepultado em Campinas, sua cidade natal.



Larissa Ferreira
Licenciatura em História
Cesec- Machado
Pós Graduação em Psicopedagogia e Educação Inclusiva

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A MÚSICA (João Lucas de Paiva)

Música, arte antiga. Arte divina. Para os anjos, uma oração, para os homens a linguagem da alma. Só há música quando há sentimento. A música tem um idioma próprio, tem jeito próprio. E no meio das notas, das harmonias e melodias é preciso muito mais do que um bom ouvido para entendê-la. É preciso sentir. Quantas vezes choramos ao ouvir uma música? Uma música não precisa ter letra para transmitir algo.

Uma música não precisa ter uma “receita”. A música não tem rótulos, pode ser rock, sertanejo, clássica ou aquele sambinha de fim de tarde. Não importa qual é o seu estilo, música sempre será música.

As pessoas dançam conforme a música. A música não dita as suas regras, a sua tendência. A música não deve seguir uma moda. Mudar é preciso, e a música muda conforme você muda.

“O homem quando está em paz não quer guerra com ninguém...” Quantas vezes uma música nos acalma. Quantas vezes resolvemos tomar uma decisão após ouvir uma música. Para aqueles que fazem música, tomem cuidado: “A música é formadora de opiniões”...

A música traz boas lembranças, lembranças de um tempo que não volta. Lembranças de uma fase em nossas vidas onde o mais importante não era o dinheiro ou o poder, mas uma louca busca pela felicidade. Devemos guardar essas lembranças, pois “quando a gente gosta é claro que a gente cuida.”

Com a música percebemos que o tempo não para, na verdade, passa depressa e nós teremos sempre todas as idades. Viveremos a música de uma forma diferente. Hoje seremos sempre melhores do que fomos ontem e piores do que seremos amanhã. Assim buscaremos sempre melhorar, não só para uma conquista pessoal, mas para um melhor convívio com o mundo.

O samba, ritmo nacional, presente no sangue de qualquer brasileiro. Um gênero musical que tem a nossa cara, a cara do Brasil. Gênero que transmiti a felicidade desse povo, um povo sonhador e feliz. 

Embala desde o carnaval até o pagode. Reunir os amigos, as histórias e o amor pela música faz as pessoas pensarem na vida, faz pensar naquilo que realmente é importante. “Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar...”

Quantos casais foram formados a partir de uma música, quantas pessoas já disseram o que sentiam com apenas um verso. A música está sempre presente nos carinhos entre duas pessoas. O amor sempre estará na poesia de quem canta e, somente, essas pessoas farão de uma história um simples e sincero relicário.

Criatividade, talento, estudo, sentimento e um toque de originalidade. A música acontece de acordo com o momento. Não é preciso compor, não é preciso letra e muito menos das suas regras. A música é livre, e a mistura de estilos torna-a sempre mais bela e nos mostra que na música não existe preconceito. 

O improviso mostra o controle do músico sobre o instrumento. Mostra que para a música não existe barreiras e ela sempre toca onde nenhuma outra arte consegue.

*João Lucas de Paiva é músico

Obs: este texto foi enviado por Bruna Gonçalves (formada em Letras)

terça-feira, 22 de março de 2011

HEITOR VILLA-LOBOS (por Larissa Ferreira Lúcio)

O mês de março é lembrado por muitas datas importantes. É o mês em que nossa Constituição foi definida, mês do Dia Internacional da Mulher, da poesia, da escola, e também, é o mês de nascimento de um dos nossos maiores compositores: HEITOR VILLA-LOBOS.


Villa-Lobos nasceu em 5 de março de 1887 no Rio de Janeiro. Filho de músico, Raul Villa-Lobos, ensinou ao filho, desde os 6 anos de idade, a tocar clarinete e violoncelo, além de ensiná-lo a teoria musical. A mãe, Nôemia Umbelina Santos Monteiro, desejava que  Heitor fosse médico, mas a paixão pela música foi mais forte. Quase todas as noites, a Rua Riachuelo mergulhava no belo som do violoncelo do nosso músico, que não se limitava somente ao solo, e convidava amigos para um verdadeiro concerto erudito em sua casa.

Suas influencias foram: as músicas regionalistas; moda caipira e o compositor John Sebastian Bach, o qual o fascinava! Porém, foi a música popular que o levou a aperfeiçoar-se no violão, saxofone e no clarinete.

Por volta de 1915, apresentou-se pela primeira vez, publicamente, uma série de concertos que foi severamente criticado pela “modernidade musical“ de suas obras. Três anos mais tarde, a obra PROLE DO BEBE, elevou seu nome além das fronteiras brasileiras. Participou da Semana de Arte Moderna em 1922 que acabou por consolidar o seu nome. 

Após uma turnê pela  Europa compôs os Choros. Apresentou-se em concertos em São Paulo,  compôs as “Bachianas Brasileiras” e propôs um programa educacional ao governo.  Em 1932 é nomeado para dirigir a Superintendência da Educação Musical e Artística.

A personalidade da obra de Villa-Lobos é consequencia de seu esforço e sua odisséia pelo Brasil e pelo estrangeiro, além da experiência advinda de tocar em pequenas orquestras e de se exibir tocando diversos instrumentos. Suas obras enaltecem o espírito nacionalista, pois incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas, tornando-se o principal responsável pelo que dizemos de uma linguagem peculiarmente brasileira em música.

Villa-Lobos é considerado um gênio tanto pela riqueza prodigiosa de sua inspiração, como ao formidável talento musical, enfim, tudo que havia de contraditório em suas reações. Caracterizou a música brasileira tão selvagem e estranha para muitos em um formato europeu. 

Como poucos músicos, Villa-Lobos conheceu a glória em vida e sob ela faleceu em  17 de novembro de 1959 em sua cidade natal.




Larissa Ferreira Lúcio
Licenciada em História
Cesep-Machado

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CARDÁPIO CULTURAL (preserva a memória do Radio e da Música)

Cardápio Cultural é um podcast (arquivo de áudio), com atualização semanal, que traz para os internautas histórias, músicas, entrevistas e muitas informações sobre os artistas que atuaram no Rádio e nas noites do Brasil, e também, artistas contemporâneos que trabalham pela verdadeira música. Música é cultura.

O principal objetivo do Cardápio Cultural é contribuir com a preservação da memória do Rádio e da música brasileira, sem qualquer interesse financeiro. Basta acessar: http://cardapiocultural.podbean.com/

Em prol da preservação e incentivo da memória da música brasileira. Quem quiser contatar a equipe do programa escreva para bondedasaudade@gmail.com

Já é possível escutar os programas: Ademilde Fonseca, Ataulfo Alves, Aurora Miranda, Ademilde Fonseca, Carminha Mascarenhas, Choro das Três, Denise Duran, Dora Lopes, Especial de Natal, Florência, Isaura Garcia, Maysa, Nabor Pires Camargo, Ná Ozzetti, Rainhas e Princesas do Rádio paulista, Tatiana Belinky, Vassourinha, Zé Fidelis e Zezé Gonzaga.

O trabalho é feito por uma equipe bastante dedicada: pesquisa e edição de Thais Matarazzo, produção e locução de Cláudia Tulimoschi, colaboração das repórteres: Roberta de Donno, Rosana Lameu, Michelle Barros e Fabíola Santana. Edição de áudio de Antônio Marmo e Manoel Carvalho.

Ainda é possível conferir o programa aos sábados, ao meio dia, através da Web Rádio Armazém da Saudade: http://radioarmazemdasaudade.blogspot.com/

Vale a pena conferir!!!“Se alguém deseja saber se um reino é bem ou mal governado, se sua moral é boa ou má, examine a qualidade de sua música, que lhe fornecerá a resposta” - Confúcio.

*Thaís Matarazzo é historiadora da nossa Música Popular Brasileira

segunda-feira, 5 de maio de 2008

AMIR MIGUEL, O MAESTRO DO POVO

O Episódio Cultural foi até Serrania-MG conhecer um cidadão que há anos vem formando novos músicos sem nunca ter recebido apoio do setor público e privado: Roupas, sapatos, instrumentos, métodos... Toda essa falta somada a uma grande dose de paixão pela música faz do maestro e carnavalesco Amir Miguel, 67 anos, um dos baluartes da nossa cultura. Ele foi atraído pela música desde pequeno. Seus pais, Antônio Miguel Sobrinho e Marieta Moreira M. Sobrinho sempre o incentivaram não só a ouvir como também a tocar.
Autodidata e fã de Agnaldo Timóteo, Francisco Alves, Dalva de Oliveira, Francisco Egídio e Agnaldo Rayol, aos 12 anos já tocava trombone, piston, sax e teclado. Uma das pessoas que o ajudaram a aprimorar-se foi o maestro Emílio Rodrigues, natural de Areado, que durante 20 anos lecionou em Serrania. O pai de Amir, cujo apelido era “Totonho”, também foi um grande defensor da cultura.
Nos anos 50, ele mantinha uma banda (a Lira Serraniense) e uma companhia de teatro amador que se apresentava na região com peças adaptadas de antigas revistas de teatro. Um dia a cidade ficou em polvorosa: o Circo Teatro Índio do Brasil, mais conhecido como o “Circo do Pelado” estava chegando!
O palhaço “Pelado”, juntamente com o seu filho, Waldemar Augusto, o palhaço “Bigola” – ambos de Martinópolis (MG0 – por muitos anos exibiram seu espetáculo no sul de Minas. Amir – que já tinha experiência de palco – acompanhava o circo apresentando-se como palhaço durante as férias na antiga fábrica de queijo.

Um dos sonhos de Amir era oferecer um ensino gratuito de música para os jovens. Como não encontrou nenhum apoio resolveu encarar o desafio sozinho. Por vários anos ensinou e formou novos músicos sem ganhar nada! A notícia espalhou-se pela região atraindo a atenção de Jornais e Redes de TV. A bateria usada para ensinar foi presente de um ilustre filho de Serrania, o jornalista Ney Gonçalves Dias.

Com os seus alunos, Amir montou a “Banda Show Antônio Miguel Sobrinho”. Essa banda – que também não recebia nenhum apoio – se apresentava na praça ora com alunos jovens, ora com adultos. “A música possibilita que as pessoas fiquem mais sensíveis à vida”, disse o maestro.

Contatos: (35) 3284-1449 / Serrania-MG