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segunda-feira, 26 de março de 2012

 Uma VERGONHA!! O que era para ser tombado e preservado logo não passará de ruínas. Neste local poderia estar funcionando uma escola de música, um teatro, uma oficina cultural, um local para exposições... Precisamos encontrar a caixa de Pandora, e libertar a esperança... Ela está fazendo falta por aqui.
Esta antiga resid~encia está localizada na Avenida Barão do Rio Branco (Centro) de Machado-MG.
 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

JOSE TRINDADE DE OLIVEIRA FILHO (In Memorian)


HOMENAGEM AO HOMEM QUE PILOTAVA OS SONHOS

Conheci Pelin em 2005 através de meu pai. Eu estava coletando dados para a edição de uma revista que resgataria a trajetória do cinema machadense. Desde então nutri uma grande amizade e respeito por esse cidadão. Ao lado do pai (Seo Oliveira) e o irmão Jorge, desempenhou várias funções no antigo Cine Limeira. Pelin nasceu José Trindade de Oliveira Filho. 
 
Seu apelido se referia a um antigo dirigível (o Zepelin) construído por um barão alemão. Em 1955 trabalhou na Rádio Difusora, cujo diretor era Walter Mattos Reis. Com a morte do pai, em 1963, Pelin retornou ao cinema para cuidar da projeção. 

Em 1974, sob a direção do Sr. Fernando, todos os antigos funcionários foram demitidos. Pelin passou a se dedicar a sua outra paixão: o futebol. Ao assumir o posto de Diretor de Esportes teve como objetivo principal, treinar e descobrir novos talentos... E conseguiu, mesmo sem ter o apoio necessário!

Finalizo essas poucas linhas com a certeza de que ele cumpriu sua missão. Nós, machadenses perdemos um bom amigo; a cidade perde um grande cidadão.  Embora tenha-se fechado as cortinas da vida , o filme ainda continua...

* Carlos Roberto de Souza

Foto: Folha Machadense

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

FORTE APACHE (Tássilo Campos)

Como muitos no Brasil, sou colecionador do brinquedo de faroeste FORTE APACHE. Este surgiu nos Estados Unidos em 1953, por influência de filmes de faroeste como o filme “ Forte Apache (1948), dirigido por John Ford e com os atores Henry Fonda e John Wayne. Seriados como o Rin Tin Tin (1954 e 1959), Bonanza (1959 a 1973), Chaparral (1967 a 1971) entre outros.


Algumas informações dizem que no Brasil o Forte Apache teria sido lançado no final de 1963, Pela empresa Casablanca e foi o brinquedo de maior sucesso no Brasil nas décadas de 60,70 e 80.


Nos anos finais da década de 60 a Casablanca estava no auge. Sucesso entre as crianças, vendas crescentes, novos produtos lançados. Em 1969 um estranho incêndio teria destruído a Casablanca em São Paulo. Quando a indústria foi reconstruída, surgiu com o nome de Gulliver em São Caetano do Sul.


Em seu auge os principais produtos da linha de faroeste da Casablanca e Gulliver  eram os seguintes: Forte Apache de madeira, Acampamento Apache, Os apaches, Caravana, Fazenda Ponderosa, Virgínia City, Planície selvagem, A Conquista do Oeste e  Chaparral que era o rancho baseado na série homônima - na época sucesso na TV.


Existiam Vários outros fabricantes como a Trol que fabricava o Fort Rin-tin-tin, entre outros.

1979  marcou o fim da época de ouro dos brinquedos de faroeste. A partir de 1980 os brinquedos foram bastante reformulados.


Na Segunda metade dos anos 90 os fortes passam a ser de plástico e vendidos em maletas.

Mesmo com o declínio do gênero faroeste nos cinemas e na TV, a Gulliver mantém o Forte Apache em linha até hoje, mas os produtos lançados nos últimos 20 anos não se comparam àqueles dos anos 60, 70 e 80.


 Informo a todos que ainda tiverem este brinquedos guardado, que compro para completar minha coleção pagando um preço justo;  e para quem quiser  matar a saudade tenho um belo forte apache exposto na Mortal Games Rua dom Hugo, 447, contato pelo telefone (35) 3295-1710.



*Tássilo Campos



Fontes: brinquedos de faroeste, Gulliver, Wikipédia.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER (Fabiana Almeida)

*O número de violência contra a mulher é bem maior do que os dados registrados apresentados pelas delegacias das mulheres. Muitas vítimas não denunciam seus agressores; algumas têm medo, outras se sentem envergonhadas. A maioria possue empregos de baixa renda, residindo em cidades do interior e zonas rurais. Seu conhecimento para combater esse crime é praticamente nulo!
 A justiça criou a Lei Maria da Penha (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher), decretada pelo Presidente Lula, no dia 07 de Agosto de 2006.
Mesmo com essa medida, por que os homens ainda continuam cometendo esse crime?
A resposta é que, na verdade, a nossa sociedade mesmo com toda modernização, ainda é machista. Já faz parte do instinto do homem ver a mulher como sua propriedade, encarando-a como um ser inferior em todos os aspectos perante a sua posição.
A maioria dos homens ainda continua sendo adestrada com a visão de superioridade, não admitindo a conquista das mulheres pelo direito de igualdade como consta na constituição. Todas as crianças (meninos e meninas), desde a fase do seu desenvolvimento deveriam ser educadas com essa conscientização.
 A mulher violentada não pode deixar esse crime impune; deve denunciar seu agressor à justiça!
Não podemos nos esquecer que existem outros tipos de violência contra a mulher sem ser a agressão física. Existem também as que não deixam marcas como as ofensas verbais, humilhações e o abandono.
 A mulher deseja e precisa sentir-se amada e respeitada...

Fabiana Almeida
c.afabi2hotmail.com

(71) 3203-6692

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER (Patrícia Marcelina Chagas)

Qualquer mulher pode ser vítima da violência não importa se ela é rica, pobre, branca, negra; se vive no campo ou na cidade, se é moderna ou antiquada; católica, evangélica, atéia ou umbandista. A única diferença é que as mulheres mais ricas conseguem esconder melhor sua situação e têm mais recursos para tentar escapar da violência.             .
A violência doméstica contra a mulher não se caracteriza somente por aquilo que é visível e que é tipificado no Código Penal. É muito mais do que isso. O hematoma, o arranhão e a ameaça que leva a mulher a pedir a ajuda são muitas vezes apenas a ponta de um iceberg. Por trás dessas manifestações aparentes pode haver: Um risco real e iminente de homicídio, meses, anos ou décadas de abusos físicos, emocionais ou sexuais, um medo profundo que enfraquece e paralisa a vítima, uma longa história que envolve pequenos atos, gestos, sinais e mensagens subliminares, usados, dia após dia, para manter a vítima sob controle.
 Violência contra as mulheres é um drama complexo e muito mais freqüente no Brasil do que se imagina. Para lidar com um problema que envolve relações afetivas, projeto de vida, dor, vergonha e humilhação, é necessária a adoção de políticas públicas, de caráter universal, acessíveis a todas as mulheres e que englobem as diferentes modalidades nas quais a violência se expressa; é preciso combater a violência punindo os agressores, mas é preciso, sobretudo, evitar que a violência aconteça.
É preciso apoiar as mulheres que vivenciam a violência no processo de reconstrução de suas vidas. É preciso que elas tenham poder para mudar o rumo de suas histórias. É preciso que governos e a sociedade civil trabalhem juntos para mudar a cultura machista e patriarcal que justifica e estrutura a violência; o comportamento violento é um dos maiores desafios no enfrentamento à violência contra a mulher.
 Se quisermos construir uma cultura de paz e de respeito aos direitos humanos de todas as pessoas, esta construção começa em casa; toda mulher tem o direito a uma vida livre de violência.

*Patrícia Marcelina Chagas é aluna do 6° período do curso de Serviço Social (CESEP/Machado-MG)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

XLV FESTA DOS DESTAQUES DO ANO (Troféu Carlos Drummond de Andrade) Itabira (MG)



Dia 5 de junho de 2010 foi realizada a XLV FESTA DOS DESTAQUES DO ANO, organizada pelo jornalista e promotor de eventos, Eustáquio Félix.

A cerimônia contou com a presença das autoridades locais e cobertura da imprensa.


Há 45 anos, Eustáquio Félix vem homenageando com TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, aqueles que se destacaram em diversos setores profissionais e sociais do País, nas Minas Gerais e em Itabira.


Entre os homenageados estavam os machadenses: Carlos Roberto de Souza (poeta e editor do Fanzine Episódio Cultural e do Jornal Ciclone) e José Carlos (promotor cultural e organizador do Concurso Beleza Negra de Machado-MG).

CONTATOS:
eustaquiofelix@gmail.com

OBS:
1° FOTO: Zé Carlos (promotor cultural), ao lado de Eustáquio Felix
2° FOTO: Carlos Roberto de Souza (poeta/editor)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"PAUL IS DEAD!" (HISTÓRIAS DO ROCK)


           

 
 Em 1966, logo após sair o álbum Revolver, os Beatles pararam de excursionar por causa da dificuldade em tocar ao vivo o novo material.  Este fato, aliado a um acidente de motocicleta sem maiores conseqüências, deu origem ao surgimento do maior, e mais duradouro, boato da história do Rock and Roll: Paul McCartney havia morrido e sido substituído por um sósia


 De fato, Paul sofreu um acidente de moto que lhe valeu um corte no lábio superior e um dente quebrado. Isto pode ser observado nos vídeos de "Paperback Writer" e "Rain". 

Paul parece ter perdido um dente e tem os lábios inchados. Para a escolha do substituto teria sido feito um concurso de sósias e o vencedor, William Campbell (seria o Billy Shears?), teria se submetido a algumas operações plásticas para aumentar sua semelhança com o Beatle morto. 
Os outros beatles e os produtores da banda teriam começado a divulgar várias pistas nas capas dos discos, nas letras das músicas e na memorabília beatle em geral. Aqui segue algumas das (infinitas) “teorias”:

Em “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967): Na capa do disco, há uma sepultura. Esse seria o túmulo de Paul. Na sepultura, há um arranjo de flores que formam um baixo, na posição canhota. A palavra BEATLES, escrita em flores, vem acompanhada de uma letra “O”. As letras ordenadas de forma diferente formam a frase BE AT LESO (fique em Leso). 

Existe uma ilha chamada Leso, e seria onde o corpo de Paul estaria descansando. No canto direito do disco há uma boneca com um vestido onde se lê: "Welcome the Rolling Stones". Isso significaria que os Beatles estavam acabando e os Rolling Stones tomariam o seu lugar. Há uma mão espalmada acima da cabeça do Paul. Isso significaria morte. 

A galeria de pessoas atrás dos Beatles é de pessoas famosas. Uma dessas pessoas é o poeta Edgar Allan Poe, que é considerado o poeta da morte. No encarte do disco (com CD isso não funciona) há uma foto dos Beatles. Nessa foto George Harrison está com o dedo apontado para cima. Se você seguir a direção do dedo dele, lerá "Wednesday Morning at five o'clock"(Cinco da manhã de uma quarta-feira). Seria o dia e hora que Paul morreu. Há, também, uma foto dos Beatles com Paul de costas.
            
 Novamente no encarte, há outra foto em que Paul está usando um escudo no braço onde se lê as iniciais "O.P.D.". Isso é, na verdade, "Officially Pronounced Dead” (Oficialmente pronunciado morto). A letra da música "A Day In The Life" fala sobre um cara que bateu o carro e esmagou o cérebro. 

Foi como Paul teria morrido. Já na música título, Paul chama por Billy Shears, que seria o sósia. Na música “Strawberry Fields Forever” (single lançado na mesma época), John canta no final, em fade, no fundo: "Cranberry sauce" (calda de fruta silvestre). Muitos estudiosos (desocupados) alegam que ao inverter o sentido de rotação do LP o que se ouve é: “I buried Paul" (Eu enterrei Paul).

Em “Abbey Road” (1969): Os 4 Beatles, andando em fila, na famosa zebra-crossing de Abbey Road, simbolizam a procissão de um enterro. John, de branco, seria o padre; Ringo, de preto, o agente funerário; Paul é o morto, e Harrison trajando um surrado jeans, seria o coveiro. Paul é o único beatle de pés descalços. Há um costume de ingleses serem enterrados de pés descalços. 

O carro à direita era um carro policial usado para levar vítimas de acidentes para a funerária. Na placa do fusca, está escrito "28 IF" (SE 28), ou seja, SE Paul estivesse vivo, estaria então com 28 anos. Na contracapa, os furos na parede antes da palavra “Beatles” se forem ligados ajudam a formar a frase “3 Beatles”. 

Na música "Come Together", John diz: "One and one and one is three” (Um mais um mais um é três), mais uma referência ao número de Beatles vivos. Na mesma música John canta: "Got to be good looking 'cause it's so hard to see” (Precisa ser bonito, pois é tão difícil de ver). Isso poderia ser mais uma referência ao estado que Paul ficou depois do acidente... irreconhecível. Na capa do disco, Paul está segurando o cigarro com a mão direita. Ora, mas ele não é canhoto?
             
Só pra tirar onda: Em 1993, Paul McCartney lançou o disco ao vivo “Paul is Live” (Paul está Vivo) cuja capa remonta a capa de Abbey Road (1969). 

 
Só que para desmentir (ou confirmar) os boatos, a placa do fusca diz “51 IS” (é, ou está, 51), como referência a idade que Paul estava em 1993. 
Ele atravessa a mesma zebra-crossing, só que agora de sapatos, segurando uma cadela da raça sheep-dog (como referência à sua cadela Martha, homenageada em “Martha My Dear” do White Álbum de 1968, que Paul, teoricamente, não teria conhecido se tivesse morrido em 1966). E por aí vai...




Tchau e benção!
Alysson de Almeida
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre
www.jovemnerd.ig.com.br

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A PEQUENA GABY

No mundo da Moda e da Fotografia surgem crianças talentosas que nos surpreendem pelas suas determinações. Gabrielle Caroline Pereira (10 anos, natural de Machado-MG) é uma delas. Desde os 4 anos ela é modelo fotográfico da Nova Tango (2° maior empresa brasileira no segmento de fantasias infantis). Os primeiros contatos devem-se a amiga Sônia (micro-empresária da cidade). Gabrielle subiu a passarela pela primeira vez num desfile organizado pela SP Moda Jovem.

Um caça-talentos da WR Modelos (3° maior agência do país) esteve visitando as escolas de Machado deixando seus cartões. Os pais de Gabrielle imediatamente entraram em contato; e semanas depois, uma equipe de fotógrafos e maquiadores profissionais veio à cidade para o “casting” (seleção de elenco).
O estúdio foi montado na Casa Paroquial. Entre todas as crianças, Gabrielle (na foto a primeira à esquerda) foi quem mais chamou-lhes a atenção devido a naturalidade e desempenho diante das câmeras. Com a divulgação do “book”, seus pais assinaram com a WR um contrato de dois, podendo ser renovado. Gabriele passou adotar o nome artístico de Gaby Pereira. 
 

“É preciso não privar as crianças dos seus sonhos”, disse sua mãe.

Contatos: (35) 8851-7525
Gabrielle_gabi@hotmail.com.br

sábado, 2 de maio de 2009

FABIANA ALMEIDA CRUZ








ESPAÇO LIVRE blog coletivo

Esse é um blog coletivo em que os autores tem livre acesso de expressar suas ideias, tratando sobre vários assuntos,(política, negocios, religião, cultura, lazer, esporte e entreterimento). Caros leitores, vocês irão encontrar artigos diversos e ter o prazer de desfrutar nesse universo democrático que é o Blog Espaço Livre. Sitam-se a vontade para postar comentários, enviar mensagens, perguntas, dar sugestões e fazer críticas.


Sobre mim:

Sou um ser humano como outro qualquer, não sou perfeita, caso contrário, não teria graça. Tenho meus DEFEITOS e minha QUALIDADES que supera todos os meus defeitos. Prefiro dizer os pontos positivos, DETERMINADA, DINÂMICA, OBSERVADORA, OBJETIVA, CRIATIVA, SINCERA, AMIGA, HONESTA, PERFECCIONISTA com temperamento forte, muitas vezes chego até ser RUDE e ao mesmo tempo DOCE. CORAJOSA, não tenho medo de desafios, ando de cabeça erguida, não abaixo para ninguém. Meu Slogan é: Sou CEGA, SURDA e " MUDA ", só quando me convém.

Não sou históriadora, nem jornalista, apenas mim orgulho, valorizo a história da cidade que nasce.Salvador é uma cidade de grande riqueza cultural, (música, dança, teatro, gastronomia, artesanato e etc...), fazendo parte da CONSTRUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e RECONHECIMENTO desse país por pessoas de outros países. Bem! Alguns trechos do texto quê irão ler, foram retirados de reportagens sendo por mim complementados, assim como algumas imagens fotograficas. Apesar de quê algumas fotos de festas populares como, RIO VERMELHO, CARNAVAL, são de minha AUTORIA.

Quem eu gostaria de encontrar:

PESSOAS SINCERAS DE BOM CARATÉR PARA FAZER UMA GRANDE AMIZADE. Para quem visualizar o meu perfil, vejam fotografias de festas populares de Salvador. Conheça Salvador através de imagens e sons que revelam os principais cenários e agitos da singular capital baiana. Vocês poderá contemplar um pouco da beleza natural e riqueza histórico-cultural desta cidade. (Experimente. Só quem experimenta Salvador da Bahia sabe o gosto que essa terra tem e entende por que a capital baiana é um dos principais destinos turísticos do mundo... Saboreie todos os cantos e todos os temperos dessa Feliz Cidade. Bem vindos à Capital da Alegria! Bem vindos à Salvador da Bahia!).

OBS: Meu interesse é desenvolver todos os meus projetos profissionais, sendo que um desses foi a criação desse espaço democrático. Não sou ainda uma profissional "capacitada" na forma correta de empregar as palavras, mais mesmo assim me considero ESCRITORA uma POETISA, pois tudo que escrevo é para expressar os meus pensamentos e sentimentos, que na minha opinião é muito importante estando em conjunto com o domínio da língua portuguesa que é o meu atual objetivo.

www.myspace.com/fabi0979


Blog ESPAÇO LIVRES: http://blogcomfabi.blogspot.com/

domingo, 9 de março de 2008

VINÍCIUS NA PAULICÉIA

Em dezembro de l965, repórter de "A Gazeta", da Fundação Cásper Líbero, fui fazer uma matéria com o Poeta mais famoso da época, Vinicius de Moraes. A turma do Poetinha como era carinhosamente reconhecido iria dar um show no Teatro Municipal de S. Paulo, em benefício às instituições de caridade. O convite partiu de dona Zilda Natel, esposa do Prefeito de S. Paulo, Laudo Natel. Era por volta das 21 horas, quando o meu Chefe de Reportagem, Hélcio de Castro, recomendou-me a entrevista: -Já que você é literato, faça a entrevista com Vinicius de Moraes, que está ensaiando no Municipal! Entregue-a antes da meia-noite, no fechamento da edição!

E lá fui eu contente, pois era admirador incondicional do mestre Vinicius para a cobertura. Já o tinha conhecido antes no Rio, no famoso bar Antonio's, em Ipanema. Naquela época, andávamos duros, sem um tostão no bolso e o nosso grupinho de candidatos à Literatura ficávamos numa choperia em frente batendo papo em Inglês, pois ali freqüentava muitos turistas americanos e quando algum deles notava que nós falávamos a língua materna pagava alguns chopes para atravessarmos a noite carioca. E foi pelo vidro em frente, que notei a presença de Vinicius e fui depressa invadir sua privacidade e bater papo com o Poetinha.
Falei-lhe que estava mudando para S. Paulo e dei-lhe meu endereço. O xará, Marcus Vinicius, foi atencioso e semanas após, mandou-me um livro de presente "Para Viver um Grande Amor".

Dito e feito fui lá com o fotógrafo Rebello para a reportagem. Quando adentrei o Municipal estavam terminando o ensaio da primeira parte do espetáculo. Vinicius e toda a sua turma carioca: Tom Jobim, Baden Powell, Toquinho e outros elementos destacáveis no cenário musical nacional. Aproximei-me e já fui falando: Vim para uma entrevista.
Está disponível? O Poeta reconheceu-me e disse prontamente: -Foi bom que você veio? Já estava passando da hora de "bicar” um pouquinho.Levei para o bar da moda: Juan Sebastian Bar. Vinicius já foi pedindo seu uísque predileto. E o "capitão-do- mato, poeta, diplomata, o branco mais preto do Brasil já foi falando: -Precisava vir urgentemente a São Paulo para desfazer um equivoco. Atribuíram -me que tinha dito que "São. Paulo era o túmulo do samba". Nada disso, gosto da Paulicéia e algum jornal publicou a frase. A convite da Prefeitura vim mostrar o nosso amor a São. Paulo pela sua terra e sua gente...


Perguntei-lhe dos livros publicados e o Poeta retrucou: -Vamos falar de temas mais amenos: como o do Amor e evidentemente a Mulher. A propósito do livro "Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito: é preciso também ter muito peito - peito de remador.
É preciso olhar sempre a bem- amada como a sua primeira namorada e sua viúva também , amortalhada no seu finado amor."Continuou: “Uma mulher ao sol - eis todo o meu desejo/ Vinda do sal do mar, nua, os braços em cruz/ A flor dos lábios entreaberta para o beijo/ A pele a fulgurar todo o pólen da luz".
Sobre a solidão falou: "A maior solidão é a do ser que não ama, é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo."

E assim viramos a noite batendo papo e o poeta recitando parte de seus versos. Quando dei pela coisa, tínhamos esvaziado algumas garrafas de uísque e os raios de sol já apareciam no horizonte. Eram seis horas da manhã e os garçons de braços cruzados aguardavam a nossa saída. Dei conta de que não aparecera no jornal para entregar a reportagem, que quase me valeu o bilhete azul do Editor. Mas no fundo estava aliviado: tinha conversado com o Poeta Maior.

Fui visitá-lo antes, de sua morte no Rio de Janeiro, em julho de 1980. E carrego ainda comigo os seus versos daquele encontro, em que aprendi que a poesia é ave que nos transporta para o infinito e somente ela poderá salvar o mundo de amanhã. Vinicius de Moraes, antes de partir, deixou-nos esta mensagem: "Meus amigos, se durante o meu recesso virem por acaso passar a minha amada/ Peçam silêncio geral. Depois/ Apontem para o infinito. Ela deve ir/ Como uma sonâmbula, envolta numa aura/ De tristeza, pois seus olhos/ Só verão a minha ausência”.


*Marco Antônio Soares de Oliveira é jornalista e escritor