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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CARTA PARA MINHA MORTE (Cristina de Paula Silva Cardoso)


Abra-se um abismo sob meus pés
Cala-te uma tempestade insana
Derrama-se sobre o mar o sangue do poeta.

Leve para longe as verdades santas,
Prevaleça sobre minha alma força de vontade
Faça do meu começo um fim,
O início da maldade.

Proíba que o amor cesse
Não deixe que meu coração se parta,
Não me negue o direito de sonhar
Não negligencie as coisas fartas
Não me ignore se me amar.

Não fale aos outros o que quer me dizer
Me faça novamente enlouquecer
Torne meu ódio, alegria;
E toda minha mágoa força para vencer.

Da minha ilusão faça contas
Que possam formar um cordão
E das minhas palavras, atas
Cheias de persuasão.

Destrua tudo o que odeio
Se necessário também o anseio,
E no fim do meu devaneio
Encontre eu, o meu tão sonhado fim;
Que deve ser infinitamente lembrando

Se quiseres responda ou deixe recado
Pois este recado é para ti,
Oh Morte!

*Cristina de Paula Silva Cardoso é poetisa da cidade de Machado-MG

Contatos:


terça-feira, 30 de agosto de 2011

A FESTA DE SÃO BENEDITO (Maria Eduarda Fernandes)


Chega o mês de agosto
Todo mundo em aflição
Tentando juntar dinheiro
Pra poder comprar de montão

Isso tudo só porque

A Festa de São Benedito chegou
As barracas estão armadas
E as culturas todas juntou

Os desfiles são esplêndidos
Muitas escolas participam
Vendo as congadas e festas
Quase todos se agitam

Quando a festa acaba

Ai que dó, judiação
A rua fica toda suja
E pra limpar, ninguém quer dar uma mão

Pra mudar essa realidade

Basta um conselho seguir:
Não jogar lixo no chão
É fácil, você vai conseguir

*Maria Eduarda Fernandes é poetisa de Machado-MG

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A "SANTA" (Robson Amano)

Na minha terra tem uma "Santa",
que não faz milagre algum.
Nas mãos do rico traz fartura.
No bolso do pobre, sem nenhum

"Santa" e teu santo monopólio,
Aumenta os bens, enquanto "multiplica o pão".
Quem não comungar com a "Santa" tá queimado,
Queimado pela "Santa" inquisição

Seria a "Santa" do milagre econômico?
Igual ao "gênio" milagreiro de "74" da "Garrafa Azul"?
Mas por que quem recolhe o dízimo esta em outro Estado?
Estado de graça, de São Paulo, do Rio ou do Sul?

Êita santa do pau-ôco!
Mais ôco que pau de sururu!
Mais ôco que côco sem água de côco!
Mais ôco e grosso que bambú-açu!

Quem tá com a "Santa' está no paraíso,
E onde ela passa tem subvenção.
Na troca do milagre o clientelismo.
E mais uns 10 anos de Isenção

Puta Madre, Santa sacanagem.
Santa dos pés sujo, Santa dos Fariseus.
Ora pro nobis Trabalhadores.
E ainda nos explora, em nome de Deus!

Robson Amano, é bacharel em história, músico, compositor, artista-plástico e tatuador. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

PRECE SERTANEJA (por Robson Amano)

No meio dos buritis de suas veredas
Sobre o crepúsculo do entardecer
Na estrada seca de terra batida
Ouço uma voz a dizer:

-Pai nosso que está no céu,
muito longe, daqui do sertão,
por que nao está à mesa de quem tem fome?
De quem tem sede, de quem nao tem pão?

-Por que nao abunda a nossa terra?
Nao faz nascer seu manancial?
-Por que nada tem, aquele que reza?
E tudo tem aquele que é mau?

-Oh senhor das justiças injustas
Justas postas, entre a seca e a fartura
Rompa a cerca avarenta que nos trás a tristeza
Que de tão sedenta, torna-se pura.
Rogo-lhe esta prece vespertina
Sob o julgo de uma autarquia algoz
Que a luz de minha alma brilhe em sua retina
E que o Senhor tenha piedade de nós.

* Robson Amano é Bacharel em História, 
Músico e Compositor, Artista- Plástico e Tatuador.

robson_amano@hotmail.com

robson_amano@hotmail.com 

sábado, 18 de setembro de 2010

ACADEMIA MACHADENSE DE LETRAS PREMIA VENCEDORES DO VII CONCURSO PLÍNIO MOTTA DE POESIAS.


Em noite solene, na quarta-feira, no salão da Biblioteca Municipal Prof. Gentil Vianna da Silva, a Academia Machadense de Letras promoveu a etapa final do VII Concurso Plínio Mota de Poesias,com a premiação dos vencedores nas duas categorias: até 16 anos e acima de 17 anos.
            
Aberto em maio passado, o concurso que já se tornou conhecido em quase todo interior mineiro e em outros estados brasileiros recebeu inscrições, além de Machado, de participantes de cidades como Cordislância-MG, Americana-SP, Santa Maria-RS, Aracaju –SE e Fortaleza-CE.
            
Realizado em duas etapas - a fase classificatória terminou no dia 16 de agosto, com a divulgação dos 10 classificados de cada uma das duas categorias, - o concurso que em sua sétima versão considerado um dos melhores, pelo alto nível dos poemas apresentados, conforme afirmou o presidente da Academia Machadense de Letras, prof. Adalto Simoni.
           
Presente à solenidade, o prefeito Roberto Camilo Órfão de Morais, enalteceu a iniciativa da Academia: “Este concurso ela sua importância e pelo que representa para a nossa cultura, vem engrandecer a nossa cidade, principalmente neste ano em que a Academia Machadense de Letras assumiu com a administração municipal a incumbência de realizar sob sua responsabilidade as festividades relativas ao 129° aniversário de Machado: estamos orgulhosos e agradecidos por esta parceria com a nossa Academia de Letras”.
            
Além deste concurso, este ano, todas as festividades do aniversário de Machado como a apresentação do grupo italiano Amarcord, Encontro de Bandas, Desfile Comemorativo e Festival Sertanejo, acontecem sob a responsabilidade da Academia Machadense de Letras.


*A SOLENIDADE

Aberta pelo presidente Adalto Simoni, que saudou público e os participantes e ouvido o Hino Nacional Brasileiro, o responsável pelo Cerimonial da Academia José Vítor da Silva discorreu brevemente sobre a ordem do Concurso, passando a palavra para a acadêmica Dra. Jussara Neves Rezende que em rápidas palavras falou da importância da poesia.


*VENCEDORES

Categoria I (até 16 anos)

1° lugar (Prêmio: R$ 300,00)
Poema: A boneca moleka – Autora: Maria Paula Lucas Costa

2° lugar (Prêmio: R$200,00)
Poema: Se minha mãe fosse Marte – Autora: Sabrina V.Guerra

3° lugar (Prêmio R$150,00)
Poema: Poesia – Autora Bianca Ribeiro Bornelli

Melhor intérprete: Sildes Henrique (Riquinho)
(Prêmio: R$150,00)


Categoria II (a partir de 17 anos)

1° lugar (Prêmio: R$500,00)

Poema: Amor não perecível – Autora: Ana Maria Gonçalves

2° lugar (Prêmio: R$300,00)
Poema: Verdades Poéticas – Autor: Diego Isaías Crispin

3° lugar (Prêmio: R$200,00)
Poema: Mal da Humanidade – Autor: Maurício Fernandes

Melhor intérprete: Ana Maria Gonçalves
(Prêmio: R$200,00)

A premiação oferecida pela Academia Machadense de Letras incluiu Diplomas de Participação para todos 10 classificados de cada categoria, além do participante mais idoso e mais novo do Concurso.Os prêmios tanto em dinheiro como em Diplomas oferecidos aos vencedores e classificados foram pagãos pela Academia, através de subvenção recebida de Convênio celebrado com o Município.


*JURADOS

A Mesa de Jurados esteve assim formada:

Avaliação dos poemas: prof. Itamar Rodrigues (Academia paraguense de Letras), funcionária da biblioteca Mônica Bíscaro Vieira e gerente da Casa da Cultura Rosa Maria Signoretti Araújo.

Avaliação de interpretação: profa. Eva Caixeta dos Santos, desenhista e poeta Juliano da Silva Santos e acadêmica Ana Maria Brigagão de Carvalho Issa.


*PRESENÇAS


Além dos membros da Academia Machadense de Letras (Jussara Neves Rezende, Ana Maria Brigagão de Carvalho Issa, Celma Lúcia Nogueira, Josué da Silva Lucas, Lúcia Almeida e José Vítor da Silva), do prefeito municipal, prestigiaram a solenidade os secretários municipais Manoel de Souza (Governo), a diretora de Eventos Marisa Barros, a gerente da Casa da Cultura Rosa Maria Signoretti Araújo, o diretor de Comunicação do Município Pedro Niraldo Alves, as diretoras escolares Cristiane Scalco (Colégio Unimape), Zuleica Rabelo (Cefem), Mônica Soares (Cespacc/SESI), Marili Andrade (CCAA), Fábio Couto Brigagão (CESEC), Caroline Cunha Santos (professora Unicol/CESEP), alunos do 6° Período de Letras do CESEP, e um expressivo número de parentes e amigos dos participantes do concurso.

*ENCERRAMENTO

O encerramento da noite solene, com a proclamação dos resultados e premiação dos vencedores foi marcado pelas palavras do presidente da Academia, Adalto Simoni Pereira, e coquetel oferecido aos presentes.
Em seus agradecimentos, o presidente da Academia ressaltou o apoio da Prefeitura, e pela Diretoria de Eventos e faz menção especial às funcionárias da Biblioteca Municipal que prepararam o local para a realização do Concurso.

Fonte:
A Folha Machadense  - sábado, 11 de setembro de 2010 /Ano XXXVI. Edição 1.836

domingo, 7 de março de 2010

CURUMIM (Maria Eduarda)

Sou um índio guerreiro

Pequenino mas valente
Uso arco e flecha
E um colar de dente.

Na natureza me distraio
Dentre as árvores eu vivo
Nunca me perco na mata
Me desvio do perigo.

Os animais são os meus amigos
Macaco, papagaio ou leão
Todos vivem em harmonia
Dentro do meu coração.

Você também se quiser
Pode ser um curumim
Basta que respeite as matas
Igualzinho a mim!

*Maria Eduarda é poetisa de Machado-MG

ESTRANHO AMOR (Maria Eduarda)



Este estranho amor
Que vive em meu coração
Quer saber o porquê
De tanta confusão.

Já não presto atenção
No mundo ao redor de mim
Já não faço nada em vão
Já pensei se você gosta de mim.

Tudo que eu mais quero
É ver você aqui
Jogado em meus braços
Dizendo:"Me leva daqui!"

Eu só quero você
Eu só sei te querer
Mil desculpas adiantadas
Nunca quis te ofender.

*Maria Eduarda é poetisa de Machado-MG

terça-feira, 6 de outubro de 2009

MULHER NEGRA





Quando Deus fez você
caprichou em tua cor
das estrelas te deu o brilho
da luz da lua, fez o teu sorriso
e te temperou com muito amor.








O seu gingado veio das ondas
sua força vem direto da terra
se és divina quando ama
és valente quando em guerra.






Quando Deus fez você
não poupou em inteligência
te fez meiga, te fez forte
te deu muita resistência
mas também te fez vaidosa
Negra linda e orgulhosa.



 

Quando Deus fez você
te deu um grande coração
te fez negra mulher
pilar principal da família
e até de uma nação
te encheu de muito axé
recipiente de muita fé.






Quando Deus fez você
te fez mãe, amante e amiga
te deu toques de magia
o dom de sempre lutar
te deu sonhos pra sonhar
e deu de presente para nos homens
uma maravilhosa mulher para amar ...



* GILSON COSTA (poeta)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

AMOR, VIDA E NATUREZA (Nercy Maria de Lima Pereira)



Na grande Minas Gerais
Uma ferramenta perdida
Deu origem a uma cidade,
Nossa Machado querida.
Cidade de Machado
Berço da nossa infância
Esperança da nossa juventude
Abrigo da nossa vida:
A linda “Cidade Presépio”.
Toda de bairro cercada
E nas noites enluaradas
Olhando o céu estrelado
Dá pra gente meditar.
A natureza perdida
Os anos de nossas vidas
Vão só acumulando, acumulando,
Nunca mais eles vão voltar.
Mais compensa nossa velhice.
Quantas crianças e quantos jovens
Vão ficando em nosso lugar!

De uma coisa eu tenho certeza:
O dono desta beleza
Lá nas alturas está;
É como chuva de prata
Sobre nós e nossas matas;
Nada nos deixa faltar...
Só uma coisa Ele exige:
Muita fé em nossas almas
Que um dia Ele vem nos buscar.
É uma soma total de maravilhas
Que transmite tanta beleza
No sorriso das crianças.
O amor, a vida e a natureza.
*Nercy Maria de Lima Pereira é poetisa (Machado/MG).
Este poema é uma homenagem à cidade de Mac

O BEIJO QUE TE ENVIEI (Alini Aparecida de Oliveira)



Simples palavras são como o vento
Vem e refrescam o ar
Seu sorriso se parece como sol
Que ilumina meu dia.
À noite posso ouvir o riso das estrelas
Pedindo pra você ficar
Sei que não estou do seu lado
Respire fundo, sinta a brisa tocar seu rosto.
Olhe para a lua, ela te dirá
O beijo que te enviei
Não foi só por ti amar
Você ganhou meu coração.
Não importa se sestouno céu
Ou nomar; tudo que aprendi
Nestavida foi te amar.
*Alini Aparecida de Oliveira é poetisa, cantora e compositora (Machado-MG)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

PAISAGEM SONORA ( de Thaís Matarazzo)

AQUI VAI A POESIA QUE ESCREVI EM 2001 EM HOMENAGEM A MINHA CANTORA PREFERIDA: AURORA MIRANDA!
Muito embora não tão famosa como Carmen, Aurora possuía uma voz mais melódica, bonita, sua interpretação era sentimental, um estilo totalmente diferente da "Pequena Notável".

PAISAGEM SONORA
Uma hora a vida é sempre
Luz alva da aurora de verão
Cantada pela serenidade azul
De uma voz que vai murmurando
Junto ao campo e as flores.

A tristeza da tarde sumiu
A voz que soprava junto a Zéfiro
Refloriu a alma cheia de dor.
Desabrochou a rosa no
Jardim único da serenidade azul.

Minha alma escuta lá fora
O azul sereno da voz
Derramando em tudo a harmonia.

E a noite foi chegando
A voz continuou cantando,
Junto a ela brotavam estrelas
No céu e a luz do luar abria
Caminho entre as nuvens
Para guardar a voz azul serena
Para outra aurora de verão.

*Thaís Matarazzo é poetisa e pesquisadora da nossa Música Popular Brasileira.

Acesse: http://thmatarazzo.bloguepessoal.com/

sábado, 25 de julho de 2009

ALGO DA NATUREZA

*Guilherme Barbosa

Que linda manhã de abril
Além da serra surge o sol
Era como um tempo primaveril
Embaixo um rio caudaloso fazendo caracol
Nas campinas ovelhas pastam num campo pastoril
Oh minha infância querida
Tempos bons de minha vida.

Me lembro ainda quase de madrugada
Eu e toda a garotada
Andávamos por sendas e veredas tropicais
Coisas que eu não esquecerei jamais
Mas de tudo isto me restou uma lembrança
Que eu ainda bem criança
Já sabia que Deus é Amor e Bondade
E o que Ele faz não é apenas caridade.

Ele criou o mundo num gesto de Amor
Para que ninguém venha a ter dissabor
Mas que vivam todos contentes e felizes
E que esta felicidade sempre crie raízes.

*despachante, escritor e poeta

domingo, 28 de junho de 2009

EXÍLIO NA PRÓPRIA PÁTRIA (Ode a Gonçalves Dias)


Rhosa Ferreira*

Minha em árvores em extinção,
Queimadas ou roubadas,
Tem tráfico de pássaros belos,
Cantores de exótica plumagem.

Nosso céu tem muitas estrelas
Ofuscadas por cinzento fumaceiro.
Nossas várzeas inundadas,
Ou demasiadamente secas.
Nossos bosques desrespeitados.

A noite perigos grandes traz -
Violência, morros, balas perdidas...
Assaltos. Sobressalto-me -
Prisioneira da própria liberdade!

Minha terra tem corruptos políticos
Roubando do povo a boa fé,
Ensinando a descrença,
Multiplicando a miséria.

Não permita Deus que eu morra
Sem que veja renascer a esperança:
Sem que desfrute os primores
De toda a vida...
Sem que aviste por toda parte
O Bem maior dos que lutam a cada dia:
- a Dignidade resataurada!

*Artista plástica, poetisa e membro da Academia de Letras de Machado-MG.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

EU E VOCÊ

EU SOU O VENTO
E VOCÊ A BRISA.
SOU O TUFÃO
E VOCÊ O VENDAVAL.

EU SOU O CRAVO
E VOCÊ A ROSA.
SOU O POEMA
E VOCÊ A INSPIRAÇÃO.

EU SOU O CÉU
E VOCÊ O INFINITO.
SOU A ESPERA
E VOCÊ A ESPERANÇA.

SOU A LUZ DE UM CANDEEIRO
E VOCÊ A LUZ DO SOL.
SOU O INÍCIO
E VOCÊ A ETERNIDADE...

* Agamenon Troyan é escritor e poeta.
*Fabiana Almeida Cruz é cantora, compositora e poetisa.

Contato: machadocultural@gmail.com

www.myspace.com/tarokid2003

terça-feira, 26 de maio de 2009

O ETERNO LAMENTO DE UM BARDO


O ETERNO LAMENTO DE UM BARDO

*Robson Fernades

Então silenciosamente eu sonho
E minha dor cessa por um instante
Acordo entre velhos amigos do passado
Juntos tocamos nossa melodia
E nos deleitamos de vinho e broa

Quando menos espero
Eis que o presente grita o meu nome
Querendo despertar-me para a triste realidade
Abro os olhos e minha dor volta
Caio no vazio... Diante de todos
E ninguém pode fazer nada

Então, juntos tocamos nossa melodia
Cantamos tristemente a minha dor
E pelos longos caminhos do silêncio
Lágrimas amargas de minha nova vida
Para sempre e eternamente jamais secarão


*Robson Fernandes é músico e poeta (Machado/MG)

sábado, 2 de maio de 2009

SÓ MAIS UM PASSO



Uma mãe sai às ruas
A enfrentar tiranias
A exigir respeito e liberdade,
Mesmo que tardia.

Cacetetes cobrem-lhe o corpo
Socos e pontapés em seu rosto;
Armas lhe são apontadas
Cuspindo fome e desorganização.

Em seu colo, uma criança
Assustada, sem futuro,
Sem educação, tampouco esperança
Vítima de líderes sem pátria.

Destemida ela avança contra as tropas
Abrindo brechas, ouvindo ameaças
Enfrentando tanques, abrindo trincheiras
... Só mais um passo.





* Agamenon Troyan é autor do livro O Anjo e a Tempestade (Editora Insanno )



Contate a Editora (19) 3201-3400

FOTO: Luiz Vasconcelos/A Crítica

domingo, 29 de março de 2009

A ESCOLA (de Maria Eduarda Silva Fernandes)


A ESCOLA

Na escola a gente aprende
A ler e escrever
A somar e diminuir
A fazer e desfazer.

A fazer amizade
Com professores e colegas
Amizades duradouras e eternas.

A escola é um lugar
Onde aprendemos
E nunca esquecemos
O que fazemos.

Uns não aprendem
Outros querem aprender
Mas nunca se esquecem
Do que devem fazer.

Viva a escola
Um lugar original
Onde aprendemos
A viver uma vida legal.



*Maria Eduarda Silva Fernandes (10 anos) é aluna da 5° série e futura advogada. Gosta de ler e assistir filmes inteligentes).

Abraços de seus pais, Cláudio Fernandes e Eliana

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

OBRIGADO, RIO MACHADO


Velho rio que corre
Tua missão é correr sem parar.
Tuas águas a borbulhar.

Ah!velho rio, se tu pudesses falar
Quantas e quantas histórias
Tu terias pra contar.

Mil livros não dariam,
Pra escrever tuas histórias
Histórias tristes e alegres
Derrotas e vitórias.

Ninguém sabe tua idade
Mas tem coisas importantes
No teu leito foi encontrado
Um machado perdido pelos bandeirantes.

Velho rio que corre,
Curvas, baixadas e cachoeiras,
Atravessando florestas,
Alcançando fronteiras.

Tuas pontes majestosas
Ligam uma margem à outra
Dando acesso às rodovias encurtando distâncias
Transportando riquezas.

Ah! velho rio Machado
Receba a nossa gratidão
É tuas águas que abastece
A nossa população.

* Nercy Maria de Lima Pereira é poetisa (Machado-MG)

domingo, 12 de outubro de 2008

ASAS ( PACTO DOS ANJOS)


Você era um anjo
Que decidiu voltar às estrelas
Implorei para que não fosse
Nas estrofes de um singelo poema.

“Meu Sonho”, eu lhe dediquei,
Mas, ao ouvi-lo, partiu,
Em silêncio permaneci e chorei...

Mas, como por encanto retornou...

Levou-me para bem longe
Próximo à beira do mar.
Retirou suas asas
Oferecendo-as às ondas insanas.

Bem longe dali, uma criança triste estava,
Sem esperança de andar e de viver.
As ondas, agora serenas,
Entregaram-lhe um presente...

Ao tocá-las, seus pés se moveram,
Seu coração voltou a bater mais feliz,
Sua alma e seu espírito outrora em conflitos
Em paz agora estavam em vigília...
==============================================
Dedico este poema a uma grande mulher: um anjo chamado Clara Arruda.

*poema de Agamenon Troyan
machadocultural@gmail.com

MSN(machadocultural@hotmail.com )

sábado, 13 de setembro de 2008

O ANJO SE FOI (ADEUS A BETH GIRATA)


O ANJO SE FOI (Adeus a Beth Girata)
Como um relâmpago

Ela entrou em nossas vidas,

Tão inesperadamente como saiu.

Não deixou rastros

E nem carta de despedida,

Nosso anjo retornou às estrelas.

Suas asas cobriram-nos,

Devolvendo-nos a vida

.Retirando-nos o gosto amargo de viver,

Vivendo em nossos corações...

Beth retornou às estrelas

Deixando-nos órfãos

Tristes, de corações vazios.

Somos agora prisioneiros sem cela

Que, ao sermos despertados pela luz da manhã,

Buscamos refúgio ao final do dia

À espera do seu retorno

Que a noite nega-se a permitir.


De: Carlos Roberto de Souza ( Agamenon Troyan)