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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ADAURI ALVES (por Thaís Matarazzo)

Conheci o sr. Adauri Alves, no início de 2001. A maioria das manhãs passava a consultar rolos de microfilmes, de diversos periódicos, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade. A pesquisa é um trabalho solitário, por vezes, extenso e cansativo. O tema da minha pesquisa era a cantora Aurora Miranda.
Já tinha um bom material compilado. Na sala de microfilmes existiam duas máquinas para consultas, era sempre necessário agendar com bastante antecedência, a procura era grande. Foi numa dessas manhãs, que um senhor, que estava na máquina ao lado, puxou conversa comigo.

Fiquei com certo receio, porque nunca gostei de gente que fala demais, mas no caso, esse senhor a discorrer com muita propriedade sobre a música brasileira, especialmente, sobre a Era de Ouro do Rádio. Ai, eu perguntei: "O sr. bem que poderia me auxiliar na minha pesquisa!", ele disse que sim. Era o sr. Adauri Alves.



Dali nasceu uma amizade muito sincera e bonita. Foi uma das únicas pessoas que me estendeu as mãos, por que, ninguém me dava crédito, uma iniciante.
É incrível o julgamento dos mais velhos com os mais novos nesse sentido. Muitos, com imensa soberba e sisudez, fazem pouco dos jovens, atribuem valores negativos, sem ao menos saber como ele está desenvolvendo seu trabalho.


Quando comecei a pesquisar, não sabia quase nada sobre outros arquivos e bibliotecas da cidade, foi o sr. Adauri, que pacientemente, me levou a outros locais, me mostrava as revistas, jornais, livros, etc; sempre dizia: "- Dentro de uma biblioteca você deve ser antes de tudo um curioso!", ele tem razão. Afirmava que para os pesquisadores e escritores o caminho mais difícil era o "caminho das pedras".


Eu não entendia bem, mas depois descobri que o tal caminho era o conhecimento que você adquire conhecendo os lugares, sua história e seus acervos. Sempre repetia: "Ler sem refletir é comer sem digerir".



Depois de um tempo, o senhor Adauri disse que respeitava meu trabalho de pesquisa, porque era jovem, mas fazia tudo com amor e seriedade. Por diferentes vezes, eu servia de secretária do sr. Adauri, ele partia para entrevistar uma fonte, nos diversos cantos da cidade, eu seguia junto, fotografava, anotava dados, e assim fui me apaixonando pelo jornalismo.


O sr. Adauri é tido muitas vezes por ser uma pessoa rebelde, mas isso tudo porque ele quer mostrar para as pessoas como são alienadas e manipuladas. Em 90% das vezes, sempre é mal interpretado. São poucos que reconhecem seu trabalho, sabedoria e amizade.


Sei que ele nasceu na cidade de Arapongas, no Paraná, terra que nunca deixa de exaltar. Seu pai trabalhou na estrada de ferro, quando o menino tinha oito anos, ficou órfão, tinha seis irmãos mais velhos. Passaram muita necessidade, a mãe passou a lavar roupa para fora. O sr. Adauri é negro, sempre lutou contra o preconceito racial, e assim ensina todos as pessoas da sua raça, para não abaixarem a cabeça, não serem subservientes, está sempre patrocinando e criando núcleos de consciência negra. 
Ele sempre contava que na sua cidade existiam muitos italianos, e que esses eram “negros virados do avesso”, por ser um povo quente e não levar desaforos para casa. Lembrava com carinho, da D. Lúcia, uma italiana que deixou saudades. Já era um menino dinâmico, gostava muito de estudar.


Veio para São Paulo em 1966, foi trabalhar em um açougue, na Consolação, um bairro em ascenção, nobre e onde moravam muitos artistas. Ao realizar as entregas das carnes, conheceu muitas personalidades da época como Roberto Carlos, Hebe Camargo. 
Lembro-me, especialmente, de um episódio que sempre contava: numa tarde foi entregar carnes na casa do Dr. Paulo Machado de Carvalho - dono da Rádio e TV Record; estava conversando com a cozinheira, eis que aparece o dr. Paulo, ordenou que a empregada servisse o almoço ao rapaz, depois perguntou para qual time torcia, Adauri respondeu: "São Paulo Futebol Clube", dias depois recebeu um embrulho, era uma camisa do São Paulo autografada e uma carta do dr. Paulo.


Não teve oportunidade de prosseguir seus estudos, mas sempre devorou livros. O sr. Adauri além de escritor e poeta também foi cantor. Chegou a gravar alguns LP's. Mas, logo, se desiludiu com o mundo artístico e deixou tudo de lado. Foi trabalhar como jornalista, passou a morar na cidade de Franco da Rocha, na grande São Paulo. Escreveu diversos livros, sempre resgatando a memória da cidade de São Paulo e redondezas, futebol, crimes, música, especialmente sobre a loucura. Casou-se e teve uma filha, Ana Lúcia, dentista, de quem fala com profundo orgulho e amor.


Neste mês de setembro faz exatamente dois anos que a Mário de Andrade fechou para reforma, já devia ter sido reaberta, mas as obras não foram concluídas. Recordei com muitas saudades de lá, das minhas pesquisas e também do sr. Adauri.


* Thaís Matarazzo pesquisadora, escritora e futuramente jornalista.



As obras de Thaís Matarazo, todas feitas em São Paulo, têm uma tiragem de 10 exemplares cada, distribuídas em bibliotecas, museus e arquivos de São Paulo e Rio de Janeiro



* Lírio do Amor - poesias - 2001
* Nas Ondas de Aurora Miranda, a outra pequena notável - 2002
* Nas Ondas: Sylvinha Melo, a bonequinha do Rádio- 2003
* Estrelas do Rádio Carioca (Cantoras anos 30: Cirene Fagundes, Madelou Assis, Glorinha Caldas, Marilú, Carmen Barbosa e Neyde Martins) - 2003
* Elisa Coelho, o pássaro cantador - 2003
* Nossas Cantoras de Rádio (Cantoras Rádio paulista, anos 30: Dolly Ennor, Helena Pinto de Carvalho, Sônia Carvalho, Agripina, Laís Marival, Alzirinha Camargo, Roxane e Cida Tibiriça) - 2004
* Dois Sambistas do Barulho -2004
* Elsa Laranjeira, a voz docura - 2005
* Simplesmente Maysa - 2005
* Odete Amaral, a voz tropical - 2005
* Neyde Fraga, a voz veludo - 2006
* Cidália Meireles, a voz de Portugal - 2006
* Cinderela, "a bonequinha" do Rádio Paulistano - 2007



Contato:



thmatarazzo@gmail.com

terça-feira, 6 de outubro de 2009

MULHER NEGRA





Quando Deus fez você
caprichou em tua cor
das estrelas te deu o brilho
da luz da lua, fez o teu sorriso
e te temperou com muito amor.








O seu gingado veio das ondas
sua força vem direto da terra
se és divina quando ama
és valente quando em guerra.






Quando Deus fez você
não poupou em inteligência
te fez meiga, te fez forte
te deu muita resistência
mas também te fez vaidosa
Negra linda e orgulhosa.



 

Quando Deus fez você
te deu um grande coração
te fez negra mulher
pilar principal da família
e até de uma nação
te encheu de muito axé
recipiente de muita fé.






Quando Deus fez você
te fez mãe, amante e amiga
te deu toques de magia
o dom de sempre lutar
te deu sonhos pra sonhar
e deu de presente para nos homens
uma maravilhosa mulher para amar ...



* GILSON COSTA (poeta)

MARCO ANTÔNIO SOARES (escritor)

Os livros “Estórias Agora” (contos), “Instantes” (poesia) e “A Trajetória” (romance) do escritor guaxupeano Marco Antonio Soares de Oliveira foram incluídos no catálogo de leitura da Biblioteca Nacional da França François Mitterand (http://bnef.fr).

O comunicado foi feito pela própria entidade francesa. É mais uma honra para os guaxupeanos, pois Marco Antonio já tem alguns de seus livros expostos em bibliotecas inglesa, irlandesa e americana.
 O escritor, que faz parte da ‘geração da literatura’ em Guaxupé, como Elias José, Sebastião Resende, Chica Villas Boas e José Maria Pereira, prepara os originais para lançar em breve por uma editora paulistana, o romance ‘Dilacerações na Noite’.

FONTE:
http://www.gxp.com.br/site/2009/09/25/marco-antonio-e-prestigiado-na-franca/

domingo, 4 de outubro de 2009

MARLENE PASINI (poetisa mexicana)


Comunicóloga, escritora y poeta. Nació en Toluca, Estado de México, actualmente radica en el D.F. Realizó los diplomados de Dirección de Recursos Humanos y Relaciones Laborales en el ITAM y también Cursos y Talleres de Narrativa y Creación literaria.
Tiene publicados los poemarios: Cristal del tiempo, El silencio es otra noche y Recintos bajo el sol. Sus poemas se han incluido en diversas antologías poéticas y en revistas culturales de México, Estados Unidos, España, Perú, Italia y Argentina, país donde también se difundieron en programas radiofónicos.
Ha participado en encuentros nacionales e hispanoamericanos de poesía y recibido algunas distinciones, entre estas la mención honorífica en el VIII Certamen Internacional de Poesía Junín País 2009, Buenos Aires, Argentina y la mención honorífica en el Concurso Nacional de Poesía 2007, organizado por Casas del Poeta, Estado de México. La han traducido al portugués, al italiano y a la lengua sarda. 
Dentro de su obra también destaca la novela y literatura para niños.

*Marlene Pasini é poetisa mexicana
http://marlenepasini.blogspot.com



























segunda-feira, 7 de setembro de 2009

AMOR, VIDA E NATUREZA (Nercy Maria de Lima Pereira)



Na grande Minas Gerais
Uma ferramenta perdida
Deu origem a uma cidade,
Nossa Machado querida.
Cidade de Machado
Berço da nossa infância
Esperança da nossa juventude
Abrigo da nossa vida:
A linda “Cidade Presépio”.
Toda de bairro cercada
E nas noites enluaradas
Olhando o céu estrelado
Dá pra gente meditar.
A natureza perdida
Os anos de nossas vidas
Vão só acumulando, acumulando,
Nunca mais eles vão voltar.
Mais compensa nossa velhice.
Quantas crianças e quantos jovens
Vão ficando em nosso lugar!

De uma coisa eu tenho certeza:
O dono desta beleza
Lá nas alturas está;
É como chuva de prata
Sobre nós e nossas matas;
Nada nos deixa faltar...
Só uma coisa Ele exige:
Muita fé em nossas almas
Que um dia Ele vem nos buscar.
É uma soma total de maravilhas
Que transmite tanta beleza
No sorriso das crianças.
O amor, a vida e a natureza.
*Nercy Maria de Lima Pereira é poetisa (Machado/MG).
Este poema é uma homenagem à cidade de Mac

A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA

Nos últimos instantes, quando a projeção do filme foi encerrada, Sidney do Prado de Souza, desceu da sala onde ficava a cabine de projeção, esfregou as mãos de contentamento por mais uma noite, que oferecia ao público alfenense mais uma sessão de ilusão no Cine Alfenas, e deu por cumprida a missão. Isso aconteceu na década de 60, quando o cinema encerrou suas portas. Assim também aconteceu na vida real. Aos 85 anos de idade, agora cinéfilo inveterado, o sr. Sidney encerrou mais uma sessão cinematográfica, na manhã de 27 de março último. O ex-projecionista descansou em paz.
O sr. Sidney sempre foi um cidadão preocupado com a memória cultural e histórica de Alfenas. Revelou-me tempos atrás, que tentava recuperar o relógio original da Matriz de São José e Dores e o que restou da aparelhagem de projeção do extinto Cine Alfenas. Contava-me sempre do seu esforço de conscientização das autoridades para essas restaurações e eles não davam a mínima. Sr. Sidney não adianta preocupar-se com o descaso para com a arte, que sempre foi característica desses homens sem formação cultural relevante. Sempre mantive contato com o grande guerreiro da 7° Arte. Vinha, às vezes, em casa para folhear álbuns de artistas e do mundo do cinema.
Estava tão envolvido com lembrança dos bons filmes do passado, que passava horas naquele enlevo sentimental. E eu observava a pertinência em cultivar a memória cinematográfica, que recordava os anos de projecionista primeiramente do Cine Pathê, depois do Cine Teatro Carlos Gomes (até outubro de 1924), seguido do Cine Alfenas desde 1943, quando foi inaugurado com o filme “Sempre no Meu Coração”. Com orgulho me disse que “sessenta e seis anos, não de um cinema em atividade, mas de um prédio que ainda ostenta as mesmas características de quando foi inaugurado, sendo na época um dos mais suntuosos edifícios aqui erguidos, na Praça Getúlio Vargas”.
Naquela época o ex-projecionista ainda me revelou que no Cine Alfenas, no segundo dia foi projetado o filme da Metro: “Rosa de Esperança”, e no terceiro “Isto Acima de Tudo”, da Fox. “Foi uma semana de festa”, exclamou. Ainda diz mais: “Quando se ouvia o prefixo do Cine Alfenas, “Sempre no Meu Coração”, dentro de poucos minutos, as salas estavam lotadas para ver grandes filmes, que eram exibidos por mim, que nos meus 85 anos de existência e 30 anos como funcionário do Cine Alfenas não deixo de recordar os anos de enlevo pelo extinto Cinema”.
Sidney Prado de Souza revelou também que foi para S.Paulo e lá trabalhou por muitos meses no “Cine Metro” da capital paulista retornando logo em seguida para a sua cidade natal em 1955, trabalhando de novo no Cine Alfenas, para os então proprietários, os irmãos Mutrans, que o haviam comprado de Juscelino do Prado Barbosa, e dirigiram o referido cinema por mais uma década, até a sua venda para os Irmãos Iunes: Jamil e Antônio. “Lembro-me ainda de que a inauguração foi documentada pelo repórter cinemagrafista “Jean Mazon” do Rio de Janeiro, indiscutivelmente ligado à história do Cine Alfenas”.

Não resta dúvidas de que este grande batalhador pela cultura de Alfenas, deveria ser sempre lembrado como um dos provedores da Arte em nossa cidade e perpetuado com digna lembrança no Patrimônio Histórico de Alfenas. Devemos todas as nossas considerações e homenagens a este desbravador alfenense que muito fez para a nossa terra. Não deixo de lembrar e compará-lo ao projecionista do filme “Cinema Paradiso”, que revelou que a alma humana precisa de sonhos para viver.
E Sidney cumpriu e desenvolveu esse mister perfeitamente bem. Nós que vivemos essa geração do escurinho no cinema sabemos o valor do projecionista, o mágico da tela, que nos mostra esse mundo fantasioso e encantador do cinema .Agora neste presente momento Sidney deve estar projetando filmes para os anjos e santos do céu!


*Marco Antônio de Oliveira é jornalista e escritor.

O BEIJO QUE TE ENVIEI (Alini Aparecida de Oliveira)



Simples palavras são como o vento
Vem e refrescam o ar
Seu sorriso se parece como sol
Que ilumina meu dia.
À noite posso ouvir o riso das estrelas
Pedindo pra você ficar
Sei que não estou do seu lado
Respire fundo, sinta a brisa tocar seu rosto.
Olhe para a lua, ela te dirá
O beijo que te enviei
Não foi só por ti amar
Você ganhou meu coração.
Não importa se sestouno céu
Ou nomar; tudo que aprendi
Nestavida foi te amar.
*Alini Aparecida de Oliveira é poetisa, cantora e compositora (Machado-MG)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

BLACK JACK BONES




Somos a banda de Rock and Roll Black Jack Bones de Três Pontas/MG. Nossas principais influências são: Blues, Rock and Roll 60/70, Southern Rock e Hard Rock 70. Temos uma demo com 11 músicas próprias que foi gravada no início de 2008.
Já tocamos em vários festivais em Minas  como: Roça n´ Roll (nona edição), 10° Camping Rock, Rockfeller Metal Festival, Caverna Rock 2 e 3, Varginha Desde a Laje, Metalfest 5, Metal das Gerais, Três Pontas de Metal 1° e 2°, Mói Varginha, Reveillon 2007-2008 na Pousada Coco Brasil em Caraíva (Bahia); Road Rock Festival, 3° Rock in the Town, Enterra Ossos, e em várias casas de shows em Três Pontas e região, tentando sempre, cada vez mais, expandir o bom e velho Rock and Roll!!!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER:conscientzação para tratara causa

*Gabriela Grecco

A violência contra a mulher reflete nitidamente a sociedade em que vivemos. Algo, antes tão mascarado, hoje é digno de punições. Mas isso só foi possível depois de muitos anos de luta e de muitas vítimas, até fatais, surgirem.
Infelizmente estamos longe de descobrir a verdadeira face dessa brutalidade cometida, já que muitas mulheres agredidas permanecem no “anonimato”, fazendo com que os agressores ou agressoras, além de não serem punidos e ajudados, continuem a cometer tamanha covardia; e as vítimas permanecerem sem a ajuda e amor necessários.
Já é chegado o momento de tirar a venda da ignorância e tomar medidas não apenas punitivas, mas principalmente educativas, tratando da causa e não do efeito. Fazendo com que as agressões de todos os tipos e contra todos os povos, etnias, sexos e raças, um dia desapareçam.
Aí sim, teremos uma sociedade mais consciente e logicamente mais feliz!


*Texto vencedor na promoção realizada entre o Fanzine Episódio Cultural e o Pastifício Santa Amália.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A PEQUENA GABY

No mundo da Moda e da Fotografia surgem crianças talentosas que nos surpreendem pelas suas determinações. Gabrielle Caroline Pereira (10 anos, natural de Machado-MG) é uma delas. Desde os 4 anos ela é modelo fotográfico da Nova Tango (2° maior empresa brasileira no segmento de fantasias infantis). Os primeiros contatos devem-se a amiga Sônia (micro-empresária da cidade). Gabrielle subiu a passarela pela primeira vez num desfile organizado pela SP Moda Jovem.

Um caça-talentos da WR Modelos (3° maior agência do país) esteve visitando as escolas de Machado deixando seus cartões. Os pais de Gabrielle imediatamente entraram em contato; e semanas depois, uma equipe de fotógrafos e maquiadores profissionais veio à cidade para o “casting” (seleção de elenco).
O estúdio foi montado na Casa Paroquial. Entre todas as crianças, Gabrielle (na foto a primeira à esquerda) foi quem mais chamou-lhes a atenção devido a naturalidade e desempenho diante das câmeras. Com a divulgação do “book”, seus pais assinaram com a WR um contrato de dois, podendo ser renovado. Gabriele passou adotar o nome artístico de Gaby Pereira. 
 

“É preciso não privar as crianças dos seus sonhos”, disse sua mãe.

Contatos: (35) 8851-7525
Gabrielle_gabi@hotmail.com.br

PAISAGEM SONORA ( de Thaís Matarazzo)

AQUI VAI A POESIA QUE ESCREVI EM 2001 EM HOMENAGEM A MINHA CANTORA PREFERIDA: AURORA MIRANDA!
Muito embora não tão famosa como Carmen, Aurora possuía uma voz mais melódica, bonita, sua interpretação era sentimental, um estilo totalmente diferente da "Pequena Notável".

PAISAGEM SONORA
Uma hora a vida é sempre
Luz alva da aurora de verão
Cantada pela serenidade azul
De uma voz que vai murmurando
Junto ao campo e as flores.

A tristeza da tarde sumiu
A voz que soprava junto a Zéfiro
Refloriu a alma cheia de dor.
Desabrochou a rosa no
Jardim único da serenidade azul.

Minha alma escuta lá fora
O azul sereno da voz
Derramando em tudo a harmonia.

E a noite foi chegando
A voz continuou cantando,
Junto a ela brotavam estrelas
No céu e a luz do luar abria
Caminho entre as nuvens
Para guardar a voz azul serena
Para outra aurora de verão.

*Thaís Matarazzo é poetisa e pesquisadora da nossa Música Popular Brasileira.

Acesse: http://thmatarazzo.bloguepessoal.com/

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

AINDA OUÇO E SINTO A MÚSICA TOCANDO LÁ DENTRO DE MIM

Todos nós, um dia na vida acabamos sofrendo uma grande decepção, por um breve momento esse fracasso nos torna impotente, e pouco a pouco acabamos dando lugar a vários outros sentimentos ruins.
Nossas palavras confundem a nossa razão e começamos a viver de restos e sobras desse momento. Nossos sonhos são quebrados ao meio, perdemos a direção e deixamos que o vento nos leve, e aprendemos a andar na corda bamba, pois, não acreditamos nas nossas capacidades, erramos tentando consertar o mundo; e é essa insatisfação que nos move.
Acreditar no amor, nos dias atuais, nos tornam vulneráveis; romances são fantasias descritas em livros, nossos sentimentos estão sendo processados por uma máquina registradora.

E o que queremos da vida é somente um amor para recordar, são lembranças das histórias contadas por nossos avós, ou até mesmo o carinho daquela professora. Estamos perdendo todo tempo atrás de computadores que nos aproximam das pessoas e nos afastam do nobre sentimento.O que estamos buscando? Tempo? Dinheiro? Status?
Vendemos a nossa alma tentando descobrir o pote de ouro no final do arco-íris, colocamos a toda prova nossos filhos e nossa família, trabalhamos incansavelmente para lhes proporcionar conforto e ao conseguir isso estamos fartos de mais para repousarmos. É preciso parar; é necessário concentração para poder ouvir a música que toca lá dentro, não se pode amar um peixe se somos um pássaro, onde é que viveríamos?


*Edhiene Braga é poetisa e contista (Machado-MG)

sábado, 1 de agosto de 2009

MOTIVA SAMBA (os pagodeiros da Vila Assunta)

Surgido em 1994 no bairro da Vila Assunta,em Machado-MG, o grupo de pagode Motiva Samba passou por várias formações até se estabelecer com: Marcelo (pandeiro), Paulinho (tan-tan), Nê (repique de mão), Adriano (cavaco) e Beto (violão).
O grupo chegou a compor 4 composições, entre elas “Aquela Canção”, porém não foram gravadas. As cidades de Machado, Varginha, Maria da Fé e Paraguaçu puderam testemunhar suas apresentações, sempre com casa lotada e muita energia.

sábado, 25 de julho de 2009

E DEUS ME CARREGOU NOS BRAÇOS...

Assim, com amor, reconhecimento e gratidão, quero deixar meu testemunho de mulher cristã, que recebeu o grande milagre de estar viva após sofrer grave queda em uma escada, e poder continuar louvando e agradecendo dia após dia ao Senhor Deus, que me concedeu este verdadeiro livramento! Gloria ao Senhor!
Quero, abraçando bem forte e com muito carinho a todos que me socorreram, em especial aos médicos que me atenderam com muito carinho e dedicação, deixar meu sincero agradecimento. Agradeço também a todos que oraram pelo meu restabelecimento. À minha família querida, que me acolheu e cuidou de mim com tanto amor e carinho, eu só posso dizer: Deus lhes pague e abençoe a todos!

Agradeço também todas as visitas e telefonemas de pessoas amigas e que me querem bem... Retribuo feliz, com todo amor e com muitas orações diariamente. Obrigada também às minhas queridas colaboradoras que me ajudaram muito e peço a Deus que as fortaleça. Todo louvor, honra e glória cantarei enquanto viver por este jardim lindo e florido que Deus plantou em minha vida.
Flores coloridas e perfeitas, de pétalas macias, sedosas, e perfumadas de cores vivas e brilhantes, de rosas, begônias, violetas e de cravos, lírios e jasmins, que são meus seis filhos lindos e saudáveis, que me deram juntamente com meus quatros genros e minhas duas noras, 15 encantadores netos, incluindo seus esposos que, para encantar e perfumar ainda mais este jardim da minha vida, me deram 18 bisnetos maravilhosos, graças a Deus!
E foi também por isso que o Senhor salvou a vida desta serva, para ela continuar orando e regando, cuidando e curtindo com alegria e muito amor esta graça tão grande! E agora termino feliz ainda com a certeza que terei no Céu um jardim de grande beleza e maravilha, muitas vezes mais florido e perfumado, porque foi plantado por Deus e por seus anjo e que lá espera a todos salvos e libertos do pecado pelo sacrifício na cruz do seu único e amado Filho, Jesus!
Obrigada meu Deus por esse milagre!

*Zininha Neves é poetisa e compositora

ALGO DA NATUREZA

*Guilherme Barbosa

Que linda manhã de abril
Além da serra surge o sol
Era como um tempo primaveril
Embaixo um rio caudaloso fazendo caracol
Nas campinas ovelhas pastam num campo pastoril
Oh minha infância querida
Tempos bons de minha vida.

Me lembro ainda quase de madrugada
Eu e toda a garotada
Andávamos por sendas e veredas tropicais
Coisas que eu não esquecerei jamais
Mas de tudo isto me restou uma lembrança
Que eu ainda bem criança
Já sabia que Deus é Amor e Bondade
E o que Ele faz não é apenas caridade.

Ele criou o mundo num gesto de Amor
Para que ninguém venha a ter dissabor
Mas que vivam todos contentes e felizes
E que esta felicidade sempre crie raízes.

*despachante, escritor e poeta

PAULO FUMAÇA & IVAIR SANTANA

Formada em 2004 na cidade de Machado, a dupla Paulo Fumaça & Ivair Santana vem alegrando com seu estilo (Teodoro & Sampaio) e (Barreirito), a Feira Sertaneja, um grande evento que valoriza as duplas de Moda de Viola da região. 

O sonho de ambos é de lançar um CD com composições próprias e conquistar o mercado muito competitivo.


Contatos: (35) 8845-9310 (Machado-MG)

NOSSOS JOVENS ESTÃO MORRENDO

*Anita Diniz

Começo o polêmico assunto com algumas perguntas:
Por que na época dos nossos avós essa era uma notícia raramente vivenciada? Será por uma educação rígida? Princípios e valores opostos ao que agregamos à sociedade nos dias atuais? Talvez...
Presenciamos um notável índice de jovens envolvidos em acidentes de trânsito nos quais muitos perdem suas vidas, quando na verdade deveriam estar atrás de seus sonhos juvenis.
O que me desperta outra grande dúvida: para onde foram os sonhos que encantavam essa mágica passagem em nossas vidas? Quando nos meus 15 anos, enquanto sonhava com o que seria quando adulta...
Hoje com a mesma idade traçam seus caminhos por estradas muitas vezes irreversíveis.
Enquanto brincava de “salada de fruta” atrás do banheiro da escola, hoje, aos 15 anos muitos são pais de família ou mães abandonadas à própria sorte. Sem perspectiva alguma se transformam em adultos com poucas possibilidades de serem equilibrados; daí surge a desestrutura familiar, o que visivelmente vem abalando nossa sociedade.
Não justificando este insano ato, o que leva um pai autorizar uma criança aprender a dirigir?
Quando autorizam o pequeno jovem tomar frente de um automóvel, não imaginam qual será a conseqüência?
Quando foi citado que o jovem tomou posse do carro da família sem autorização, o que veio de imediato ao pensamento foi: como ele houvera aprendido a manusear o automóvel?
Acredito eu, um preço muito alto para uma inútil vaidade humana...

* Poetisa e contista (Machado-MG)

domingo, 19 de julho de 2009

REFORMAS À PARTE, A LÍNGUA FICOU AINDA MAIS CONFUSA...

Será que a reforma da língua portuguesa foi esmo boa? Será que vai facilitar a vida de todos os países que falam a nossa língua?

Eu tenho cá minhas dúvidas: por exemplo, quando Jesus disse que nos amássemos uns aos outros, será que Ele queria dizer que nos amássemos ou que nos amassemos? Dependendo da circunstância, dá mais vontade de usar a segunda opção...

Quando eu digo para alguém que está cheio de problemas, para que fique “tranquilo”, não seria mais fácil dizer “trankilo”?... (já que o K, Y e W agora fazem parte de nosso abecedário...). Ou seria “tranqüilo”? Ah! mas o trema acabou...


Quando eu quero um pedaço de queijo, poderia dizer: “Kero um pedaso de keijo...” Onde fica o “ç” (c cedilha) no alfabeto? Eu nunca achei... Isso existe?

Se quiserem facilitar a vida de verdade, deveriam usar o “z” em todos os lugares onde o “s” está ocupando seu lugar; então, o certo seria “Kizesem”?
E o hífen, então? Nada tem lógica... quase tudo é exceção?
Olha! Encontrei outra dúvida: “exceção”. Como é que o “x” está ocupando o lugar do “s”? Deve ser por isso que o primeiro “s” foi ficar pertinho do segundo... (é porque o “x” não “kis” nem saber se era lugar dele ou não e, foi logo tomando o lugar do pobrezinho...) O “x” é mesmo abusado...

O coitado do “z” já faz tempo ocupa o último lugar no ABC... Isso vai longe!!!

Nas ruas, as “mini-saias” diminuem a cada dia, mas aumentam as letras, pode? –“minissaia”...

As regras estão mesmo estranhas... Acho que precisamos convocar muitos “contrarrrrregras” para tentar “fasilitar” pra valer...

Eu estou na maior confusão, e você?


*Rhosa Ferreira artista plástica, escritora e poetisa (membro da Academia de Letras de Machado-MG)

Contato: (35) 3295-6481 ou 9922-6481

segunda-feira, 13 de julho de 2009

ÚLTIMAS PALAVRAS

O garoto nascido Clayton Rogério Cassemiro a 18 de junho de 1980 em Machado-MG começou a tomar gosto pela leitura através dos livros da Coleção Vaga-Lume. Além de pequenas estórias criadas pela sua fértil imaginação, os poemas passaram a compor o seu dia-a-dia. O primeiro foi “Últimas Palavras” – dedicado a seu avô que havia perdido a visão. Clayton passou a guiá-lo pelas ruas, e por onde passava, era identificado como “o menino que guiava o velhinho”.

Participou de vários concursos de poesias, inclusive o Concurso de Poemas, Contos & Crônicas, organizado pelo site www.giraldo.com, ao lado de poetas de vários países sendo classificado em 10° lugar. Com o patrocínio do Dr. Ricardo Rebello e do jogador Marquinho (ex-PSV Eidenhoven), Clayton realizou o sonho de publicar seu primeiro livro, intitulado “Dizendo a verdade eu sou você”. É fundador do SIM (Somos todos Imitadores de Maria), uma comunidade de jovens da Renovação Carismática.
Por defender seus ideais políticos, Clayton filiou-se ao Partido Progressista, tornando-se mais tarde seu presidente.

Atualmente Clayton está estudando as doutrinas kardecista (Espiritismo). Admira os escritores Paulo Coelho, Lauro Trevisan e Fernando Pessoa. Seus próximos projetos incluem o lançamento do seu segundo livro ”Magia de Amor” e um Curso de Motivação.

“Se os artistas procurassem se valorizar, seus objetivos seriam atingidos. É preciso olhar para dentro de si, enxergar a si mesmo..." Como disse Jesus: “Todos nós precisamos encontrar a pedra maravilhosa que nós temos. Ao encontrá-la não iremos empobrecer ninguém. Essa pedra é a fé, a vontade e a persistência“. Concluiu o jovem escritor.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

CULTURA NA CALÇADA

CULTURA NA CALÇADA- Proporcionar o acesso à cultura de forma gratuita, com performances teatrais e exposições de artistas na calçada, além de apresentações musicais em um palco inusitado: uma banca de revistas. Esse era o desejo do casal Jeová e Simone Guimarães, que há três anos idealizou o projeto Cultura na Calçada. Desde então, a Banca Totaro, que vende revistas e jornais, passou a oferecer cultura para quem estiver disposto a conhecer um novo universo de talentosos artistas que surgem em cada esquina de Belo Horizonte.
Antigos permissionários da banca, que fica localizada na Avenida Brasil 458, no bairro Santa Efigênia, Jeová e Simone organizaram, com sucesso, 12 edições do Cultura na Calçada, sempre com o apoio dos comerciantes e dos moradores da região. Sem fins lucrativos, a proposta é fazer das bancas pontos alternativos de cultura, além de abrir espaço para novos talentos. Para Jeová, o objetivo é resgatar o encanto das bancas de revistas e incentivar a cultura. “Queremos promover o encontro de pessoas, de forma harmoniosa e respeitosa.
Tudo isso embalado por boa música”, afirma. Desde a primeira edição, realizada em agosto de 2006, dezenas de músicos já apresentaram seus trabalhos dentro da banca, entre eles nomes conhecidos, como Ricardo Koctus, baixista do Pato Fu, que acaba de lançar seu primeiro álbum solo, e o guitarrista Affonsinho. Artistas da nova geração, como Gabriel Guedes e a banda Rocknova, também passaram pela Banca Totaro, que, além de música, abriga exposições e inserções de artistas plásticos, pintores, grafiteiros, caricaturistas, poetas e escultores. Na platéia, que se ajeita em cadeiras de plástico ou mesmo no chão, estão profissionais ligados às artes, formadores de opinião e pessoas das mais variadas faixas etárias, interessadas em todos os tipos de expressões culturais.
Jeová e Simone Guimarães são conhecidos da cena musical belo-horizontina. Presentes em vários eventos, eles conhecem como poucos o que se produz culturalmente na cidade, e escolhem a dedo os artistas que se apresentam na banca. Para dar espaço ao maior número de profissionais, que não cobram cachês, ninguém toca por mais de duas vezes consecutivas no evento. E o retorno após a primeira apresentação é definido de acordo com os pedidos do público. Por isso, a Banca Totaro é um dos principais espaços para os artistas independentes da capital mineira, e o evento Cultura na Calçada uma grande oportunidade para o acesso irrestrito e gratuito ao melhor da arte produzida de forma séria e profissional na cidade. Por: DANIEL GOMES (NENEL baterista da ROCKNOVA).
SOBRE MIM:
Começamos a preparação de mais um CULTURA NA CALÇADA, em sua décima terceira edição. Com isso, estamos captando parceiros para apoio cultural e financeiro. O evento será realizado em Agosto, na Banca Totaro, localizada à Avenida Brasil 458, Santa Efigênia. Oferecemos ao patrocinadores a divulgação de sua logomarca por meio de cartazes, banners, flyers, bem como em nossas redes sociais na internet (orkut, myspace, flogão) e em nosso ''Bulitim (sic) Semanal''. A expectativa de público para essa edição é de 1.000 a 1.500 pessoas, que assistirão a 6 shows realizados dentro da Banca, além de exposições de artistas plásticos, lançamento de livros e revistas. Qualquer forma de apoio é bem vinda, uma vez que o evento não visa o lucro, e sim, mostrar o que há de bom no cenário artístico em BH. O objetivo maior é ampliar e fazer reconhecer o nosso rico cenário cultural, de forma gratuita.


*Caso haja interesse, nos colocamos a disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários através do telefone (31)9131-8908, e-mails : banca.totaro@gmail.com jeova.teixeiraguimaraes@gmail.com . Agradecemos a atenção dispensada e aguardamos contato. PAZ e "picolés de alegria"! Jeová Guimarães Promotor de

*Banca TOTARO, localizada na Av. Brasil 458, em Santa Efigênia. Contatos através do telefone (31) 9131-8908 / banca.totaro@gmail.com / jeova.teixeiraguimaraes@gmail.com *

FONTE: http://www.myspace.com/bancatotaro

segunda-feira, 6 de julho de 2009

RONNY E MARCUS (e Banda)

Nascido em Campestre-MG, Ronnyel Ornélio Martins cresceu no bairro São Luís (zona rural de Machado-MG). Desde cedo gostava de ouvir seu pai (Ornélio Martins) e um amigo tocar os grandes clássicos da música sertaneja. Esse encontro com as raízes do campo e a prática com o violão, foram essenciais em sua vida.

Marcus Vinícius da Silva tinha muita facilidade em compor letras, poemas e redações. Participava constantemente em todos os concursos realizados na escola. O primeiro contato com a música rural ocorreu quando sua mãe (Meire da Silva) deixou um “radinho” ligado sobre a pia. Assim que o locutor anunciou, “Saudades de Minha Terra”, de (Liu & Léu), o pequeno Marcus encontrou o seu caminho.

A trajetória da dupla tem início quando Ronny ainda tocava num grupo de oração, que se reunia todas as quintas-feiras numa escola do bairro São Luís. Leidyamara – uma das integrantes e prima de Marcus Vinicius – estava segura de que ele e Ronny poderiam formar uma ótima dupla. Na semana seguinte Marcus foi à reunião. Depois de uma longa conversa sobre música e carreira artística, eles cantaram perante aos membros ali presentes, um grande sucesso de João Paulo e Daniel, “Desejo de Amar”. Nascia, a partir daquele instante, a dupla Ronny e Marcus, uma das grandes promessas do Sertanejo Universitário.
A primeira apresentação foi na Feira Sertaneja de Machado, organizada pelo “Faísca”, grande empreendedor musical. Depois no Festival Sertanejo do empresário Zé Caixeta. Tudo estava indo bem, porém faltava-lhes uma banda de apoio.
Quando souberam que uma bateria estava sendo vendida, juntaram suas economias para adquiri-la. Por não saberem tocá-la, passaram a ser alvos de chacotas. Com a adesão de Betinho (violão solo), os arranjos musicais tiveram grandes mudanças. Outros membros depois foram recrutados: Alexandre (bateria), Fernando (baixo), Marcelo (teclados), Lucas (violão base) e Wagner (roadie). A finalização do logotipo ficou a cargo de Vaniamara – talentosa designer e prima de Marcus Vinicius.

A dupla conta com a assessoria musical do empresário, José Antônio Pereira. Ele revelou que quando ouviu na Rádio Montanhesa FM, a música “Coração Condenado” (de Marcus Vinicius), tratou imediatamente de contactá-los. Ele propôs algumas mudanças, tanto no vestuário, quanto na receptividade e postura em palco. Entrevistas no programa “Machado Agora” (da Montanhesa FM) foram marcadas e apresentações em Paraguaçu, Poço Fundo, Carvalhópolis, Machado e Monsenhor Paulo (MG)confirmadas. Nesta última, em 19 de junho, eles fizeram um show fechado para um grupo de 120 empresários da região.
A dupla também participou no Concurso regional “Astros”, em Poços de Caldas-MG. Na segunda fase, a apresentação foi no Complexo Anhanguera do SBT em São Paulo, mas a dupla não chegou ao final. Além de abrirem o show de João Pedro e Cristiano; Ronnie e Marcus cantaram juntos com João Henrique e Gabriel, o clássico “Saudades da minha Terra”. O primeiro DVD ao vivo da dupla foi gravado no dia 12 de junho, no Clube dos 30 em Machado.

“Agradecemos o total apoio dos patrocinadres; nossos familiares, amigos e fãs, pois sem eles não chegaríamos até aqui”.

CONTATOS:
(35) 8801-1067 / 9995-4550
marcusvinny10@bol.com.br
www.myspace.com/ronniemarcusebanda


Foto ao vivo: www.agitohits.coom.br

sexta-feira, 3 de julho de 2009

PRATO DO DIA

Hoje o almoço foi arraia, mais precisamente, moqueca. Uma delícia! Moqueca extremamente temperada e molhada, acompanhada com arroz. E como sou bem cearense meu prato levou feijão. Gosto dessa mistura. Posso até dizer sem sombras de exagero que preciso dessa combinação. Um dia sem feijão parece-me um dia vazio... Não o vazio como o vazio que ficou depois de sua partida. Mais um dia vazio como o dia de quem não almoçou ou quando o almoço é pouco. Pessoas com dieta devem entender bem desse vazio de que falo. Pessoas com dieta... dieta...
De repente, imaginei uma nova doença macabra, incurável e extremamente contagiosa. Já notou que quando existe alguém em dieta todo o ambiente procura imediatamente ficar magro e quase que num mesmo milésimo de segundo todos os neurônios de todos os mortais a um raio de 20 metros do ser em dieta passa a buscar em suas memórias todas as mandingas para emagrecer? Definitivamente, dieta é contagiosa. E por favor, não coloque culpa nos gordos! Eu não agüentaria outra desilusão! Mas, era su-cu-len-ta! A moqueca. Não a ausência que você sem querer, deixou.

Água na boca antes de comer. Gosto no arroto depois. O dia inteiro com o gosto na boca... Vai ver que é assim o protesto da arraia. Deixarmo-nos o dia inteiro com seu gosto forte no paladar. O gosto fica e me lembra de que é um gosto do passado. De um guloso momento de prazer. Mas, lembro também que a arraia está morta e literalmente virou comida não de peixe, mas de gente. Aí o gosto começa a causar desconforto, mal estar, ânsia. E nem todo dentifrício do mundo o elimina.
Porque o gosto não está nos dentes nem na língua. Ele vem do estômago para a boca. Será que todos os gostos do passado ficam inconvenientemente amargos? Talvez, seja essa metáfora do amargo com o passado que nos faz lutar desesperadamente para nos livrarmos das lembranças. Coisa cruel é lembrança. Cruel e teimosa. Arteira também. Quando percebemos lá está ela de novo no presente. Lembrando, no presente, o passado... como agora, neste meu instante descuidado...

Mas, voltemos a falar de arraias. Tão impetuosas! Mais ave do que peixe! Penso que sejam rainhas do mar. Gosto do mar, das ondas e queria andar como astronauta no fundo do oceano. Saber dos peixes e das pedras e fazer meu cabelo como algas: bailarinas enraizadas. Brincava assim quando criança. Ainda brinco, é que são cada vez mais esparsas as minhas idas à praia. Deitava entre as pedras – naquelas piscininhas que o mar forma pra mostrar que não precisa de azulejos quando quer nos acolher – esticava as pontas do cabelo e ficava olhando: fios dourados nadando.
Pensava em peixe, algas, plantinhas e secretamente imaginava que, na verdade, na verdade, eu era uma sereia que se perdeu em uma noite de maré cheia e que ficou na terra sem rabo de peixe. E quando eu nado no mar, com pernas juntas, secretamente relembrando meu rabo de sereia, quem olhar com precisão vai perceber que minhas pernas quando unidas mostram as nadadeiras que possuem nas pontas... Nasci às 19h30min de uma segunda feira. Então faz sentido eu ter me perdido – quando era sereia – numa noite de maré cheia...


*Klycia Fontenele é jornalista, contista e poetisa
E-mail: klyciafontenele@gmail.com

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ADRIANA PEIXOTO (a nova diva da MPB)

Com a participação especial de um dos maiores ícones da música popular brasileira, seu tio Cauby Peixoto; e com arranjos e produção musical do pianista cubano Yaniel Matos, Adriana Peixoto lança seu CD de estréia e faz sucesso em temporada que completa cinco meses no Bar Brahma em São Paulo

A carioca Adriana Peixoto vem de uma família tradicional no cenário musical brasileiro: é filha do pistonista Araken Peixoto, que comandava as noites musicais nos tempos áureos do Maksoud Plaza, e em bares que fizeram história, como a Baiuca, em São Paulo, e o Drinks, no Rio de Janeiro; e sobrinha do maestro Moacyr Peixoto e do cantor Cauby Peixoto. Além disso, é sobrinha-neta do compositor e pianista Nonô, que acompanhava, entre outros, Noel Rosa e Carmen Miranda, e prima do sambista Ciro Monteiro e de Dalmo Medeiros, do grupo MPB4.

No CD de estréia, que leva o seu nome, e está sendo lançado pelo selo independente Studium Brasil, Adriana promete também conquistar o seu espaço como intérprete da música popular brasileira, mostrando um trabalho no qual extravasa musicalidade e maturidade. “Este é um momento importante na minha carreira. Tive uma experiência muito rica cantando na noite paulistana e carioca, o que me preparou para este novo desafio”, diz.
O repertório do disco, que tem 10 faixas, é focado em MPB – incluindo samba, samba-canção, balada romântica, samba-rock - e mostra a admiração da cantora por compositores consagrados, que lhe presentearam com canções inéditas, como Sueli Costa/Abel Silva, em ‘Outra vez, nunca mais’; Dalmo Medeiros/Danilo Caymmi’, em ‘Ação entre amigos’; Isolda, em ‘Encontro’; e Miltinho/Paulo César Pinheiro ‘Passagem da ilusão’.

Destacam-se ainda duas outras canções inéditas de Dalmo Medeiros - ‘De cabeça pra baixo’, um samba-rock com um swing que não deixa ninguém parado, e ‘Zé Mané’, samba feito em parceria com Marcelo Guimarães. E como homenagem à São Paulo, cidade em que vive já há alguns anos, a cantora gravou a clássica “Saudosa Maloca”, de Adoniran Barbosa.

Um momento especial do CD é o dueto que Adriana faz com Cauby em “Altos e Baixos”, de Sueli Costa/Aldir Blanc, gravada originalmente por Elis Regina, em 1979. Sem se intimidar na presença do “professor”, como é conhecido o tio, Adriana solta a voz e mostra toda a força de sua interpretação. Também de Sueli Costa é “Elizeth”, um samba inédito em homenagem à ‘divina’ Elizeth Cardoso. E, por último, tem ‘Na batucada da vida’, de Ari Barroso/Luiz Peixoto, gravada originalmente por Carmen Miranda, na década de 30, e depois, também por Elis.Cada uma das faixas surpreende pela sonoridade, que ganha contornos latino-americanos com os arranjos e a produção musical do pianista Yaniel Matos, um dos expoentes da música cubana. “Adriana teve na noite uma escola, por isso buscamos neste CD a essência da música ao vivo, de banda, que privilegia a interpretação como linguagem principal da canção. Além disso, ela fez uma boa escolha do repertório, são musicas fortes, algumas difíceis de cantar, como ‘Na batucada da vida’. Adriana, como intérprete, pode ser atrevida, pois tem potencial para cantar o que quiser”, afirma Yaniel.

Segundo ele, o CD tem uma identidade e uma dinâmica, que farão com que as pessoas ouçam os primeiros acordes e saibam que é uma música da Adriana Peixoto. “A música brasileira, especialmente o samba, e a cubana, estão muito próximas, o que permitiu uma fusão latino-americana, com passagens melódicas interessantes e a inclusão de vários elementos rítmicos”.A sonoridade do CD também foi construída com a participação de músicos consagrados, como Sizão Machado, no baixo; e Cuca Teixeira, na bateria; que juntamente com Yaniel Matos, no piano, formaram a base do CD. Além deles, participam do trabalho Douglas Alonso (percussão), Rodrigo Campos (violão e cavaco), Luis Cabrera (sax tenor), Daniel Alcântara (trompete) e Marc Perren, na guitarra. Já ‘Altos e baixos’ teve a participação de Jair Sanchez, no piano; Elcio Costa, no baixo, e Ni Rezende, na bateria.

AS FAIXAS
1. Elizeth (Sueli Costa) – 4’01’’
2. De cabeça pra baixo (Dalmo Medeiros) – 3’25’’
3. Ação entre Amigos (Dalmo Medeiros/Danilo Caymmi) – 4’32’’


4. Saudosa Maloca (Adoniran Barbosa) – 3’43’’
5. Altos e Baixos (Sueli Costa/Aldir Blanc) – 4’28’’
c/ participação especial de Cauby Peixoto
6. Na batucada da vida (Ari Barroso/Luiz Peixoto) – 3’34’’
7. Encontro (Isolda) – 3’50’’
8. Zé Mane (Dalmo Medeiros/Marcelo Guimarães) – 3’09’’
9. Outra vez, nunca mais (Sueli Costa/Abel Silva) – 3’33’’
10. Passagem da ilusão (Miltinho/Paulo César Pinheiro) – 4’11’’


FICHA TÉCNICA
Intérprete: Adriana Peixoto
Título do CD: Adriana Peixoto
Gravadora: Studium Brasil
Produção musical, arranjos e piano - Yaniel Matos
Seleção de repertório: Adriana Peixoto
Produção executiva: Luci Prudente de Mello e Andréa Funk
Coordenação de produção: Tatiana Trícia Revoredo
Baixo: Sizão Machado
Bateria: Cuca Teixeira
Guitarra: Marc Perren
Percussão: Douglas Alonso
Cavaco e violão: Rodrigo Matos
Sax tenor: Luis Cabrera
Trompete: Daniel Alcântara

Em ‘Altos e baixos’:
Piano: Jair Sanchez
Baixo e violão: Élcio Costa
Bateria: Ni Rezende

Fotos: Marcelo Cabral
Figurino: Jairo Rodrigues
Hair e make up: Celso Camassola

Site Oficial - www.adrianapeixoto.com.br
MYSpace - www.myspace.com/adrianapeixoto


FOTOS: Bruno Fernandes