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sexta-feira, 17 de junho de 2011

TRIBUTO A IRACEMA RODRIGUES

TRIBUTO A
IRACEMA  RODRIGUES

Querida tia Iaiá (é assim que a  conhecemos !)

Seu sangue corre em minhas veias e seu exemplo está gravado em meu coração!

Minha avó paterna, também professora e educadora veio de um lar em que as três irmãs formaram-se no Magistério: Iracema Rodrigues (tia Iaiá), Maria de Nantes (tia Sinhá) e Evangelina Luisa (minha amada  avó Lili).

Quando ainda era pequenina, seu nome era ecoado pelos cantos da minha casa. Não a conheci, mas sempre a admirei, porque minha avó pronunciava o seu nome tão docemente, mas ao mesmo tempo com um tom de tanta responsabilidade que eu não conseguia entender. Só entendi a dimensão de tudo isso muito tempo depois...

Sempre senti esse desejo de expressar tudo o que sinto e o orgulho que tenho em ser sua sobrinha-neta.

Iracema Rodrigues foi uma mulher notável e corajosa, de uma personalidade forte, mas extremamente amorosa, muito à frente de seu tempo e sua vida foi paltada e dedicada à educação das crianças e jovens.

Foi uma revolucionária da inclusão: em uma época em que estudar na capital mineira era um desafio (estrada de terra... o dia todo viajando em um ônibus desconfortável ), ela foi até Ibirité, na Fazenda do Rosário, para aprender com a psicóloga  russa, Helena Antipoff, como trabalhar  de uma maneira diversificada as habilidades dos alunos e assim contribuir para a aprendizagem de uma forma natural e criativa, valorizando seus dons e talentos.

E trouxe  para  a nossa região atividades escolares que uniam comunidade e escola: a horta na escola, a biblioteca, a contabilidade entre as crianças, as aulas de educação física ligada aos jogos e muitos outros registros que tive a oportunidade de ver pelas fotos que meus tios guardam com tanto carinho.

Graduou-se no Curso Normal (hoje,  Magistério)  no Colégio Imaculada Conceição e posteriormente tornou-se uma supervisora preocupada com os rumos da educação.

Aposentou-se como diretora da Escola Estadual Dom Pedro I (lá também era chamada carinhosamente de Dona Iaiá!).

Além de tudo isso também dedicou-se à música (era pianista e compositora).

Meu pai – Manoel Rodrigues de Oliveira – seguiu seguiu seus passos e dedicou-se também à Educação, como professor (de matemática e biologia na Escola Agrícola, hoje Instituto Federal Sul de Minas, Campus Machado) e diretor da antiga Escola de Comércio.

Quando entro na Escola Estadual Iracema Rodrigues, todas as manhãs, olho para o  quadro com a sua foto  e fico pensando em como ela ficaria feliz e orgulhosa ao ver que o espaço – construído pelos irmãos Lassalistas (desbravadores da educação e baluartes da formação integral dos jovens machadenses) – está dividido com a sua história de amor e dedicação ao povo machadense, ambos com o mesmo objetivo de formar, educar e preparar os jovens para  a cidadania e formação profissional, contribuindo para um mundo melhor.

Continuo seguindo os seus passos, os de minha avó e os de meu pai. Embora em áreas diferentes, lutamos pelo mesmo ideal, com o mesmo amor que tiveram e têm todos os educadores.
 Vislumbramos melhoria, dignidade e valorização para a  nossa profissão, respeito ao nosso trabalho que é todo de dedicação, perseverança   e  formação  dos futuros cidadãos.

*Staell Signoretti (foto) é professora de Inglês (Machado-MG) 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

José Carlos Farias da Silva

José Carlos Farias da Silva nasceu em Recife em 1969. Poeta recitador e agitador cultural. Logo cedo, seu pai lhe põe em contato com a poesia de cordel fazendo-o despertar para o universo poético. Em 1985, começa a escrever e é incentivado por sua professora Maria Salete. 
O poeta afirma que a poesia urbana que faz tem influências do tropicalismo, surrealismo,  manguebeat,  anarquismo, repente, cordel e Mário de Andrade. Edita periodicamente um dos fanzines de maior tempo de circulação no Recife, o De Cara com a Poesia que é distribuído gratuitamente em diversos pontos de Pernambuco e que inicialmente era editado em parceria com o poeta Bruno Candéas. 
Malungo é presença ativa nos encontros literários e recitais da capital pernambucana e mantém forte articulação literária com poetas e grupos alternativos de todo o País. Participou de vários projetos, dentre eles: o Bendita Poesiarealizado pela Fundação José Augusto no Rio Grande do Norte em 2006 e do Dia Nacional da Poesia na capital potiguar no ano seguinte; da Baranga Films – Projeto de vídeos experimentais, com Leonardo  Chaves e SOS Poema – no myspace, com Massapê e Leonardo Chaves. 
Participou do 10º Festival de Vídeo de Pernambuco com o vídeo Drops Apnéia, realizado em parceria com Massapê e Leonardo Chaves.  Venceu em 2006 o concurso de poesia da Biblioteca Popular de Afogados no Recife, e em 2008 o primeiro concurso de poesia promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco.
Livros:
O Terceiro Olho Usa Lente de Contato - Edição independente, 1ª edição 2000, 2ª edição 2001 e 3ª edição 2003.

Filé, 1,99 (parceria com Bruno Candéas, 2003).

Participação em coletâneas:

Marginal Recife: coletânea poética I (organizada por Cida Pedrosa, Miró e Valmir Jordão) – Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2001;

Pernambuco, terra da poesia (organizada por Antônio Campos e Cláudia Cordeiro) – IMC/Escrituras, 2005.

Participação em fanzines:
Boca Suja (SP), Panorama da Palavra (RJ), Escrevo o que Quero (RJ), A Goiaba (RJ), O Capital (SE), Meya Palavra (CE), O Patusco (CE), Portas Para Poesia e Prosa (MG), Lítero Pessimista, Chalopa, Frente e Verso,Caos, Poesia Descalça, todos de Pernambuco.

CD:

Malungo 20 poemas.


contato do poeta
poetamalungo@yahoo.com.br

MEUS OLHOS EM MANHATTAN

Na luz da manhã, as aves turbinadas:
Fanático mergulho surreal.
Kamikazes e passageiros voando para o fim.
O alvo se aproxima rapidamente;
Explode tudo em nome de Alá.
As cabeças dos irmãos em chamas;
A fumaça irrita os olhos de São Pedro.
Gritam Help (S.O.S em desespero).
A Águia se debate entre os dentes do Leão.
Tudo ruindo; como um sonho mau diante de todos.
A pedrada e o Golias; inesperada queda.
Fogo; e as torres desmoronam inacreditavelmente
                                            pelos olhos da TV.
O Grande Satã, o pó e as cinzas passeando pelo ar.
Babel se cala numa nuvem surda de fumaça e sangue.
Sementes e plantações: colheita de frutos amargos
                                                     bumerangues.
Ganância, maldade e prepotência.
Em todo mundo desfila uma fome digital.
Bombardeios matando pessoas inocentes.
 *Malungo (Pernambuco)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

JORNAL SÃO PAULO EM HISTÓRIA

Caros amigos,

No último dia 18 de maio foi lançado o jornal ‘São Paulo em História”, sendo os fundadores o jornalista Adauri Alves, Fábio Siqueira e Thais Matarazzo. O principal objetivo deste trabalho é ter um conteúdo diferenciado, destacar a cultura em todas as suas manifestações. É um projeto que exigiu muito trabalho e persistência entre os fundadores e colaboradores.

A edição nº.1 traz os seguintes destaques:

Biografia de Cásper Líbero e Dom José Gaspar, por Adauri Alves;
Reserva Particular do patrimônio Natural, por Tatiane Matarazzo;
Direitos Constitucionais da Mulher, por Rosemeire de Moraes;
Neyde Fraga, uma das cantoras mais populares do Rádio paulista nos anos 1950, por Thais Matarazzo;
Uma imigrante italiana que contribuiu para o crescimento de São Paulo, por Thais Matarazzo;
Vale a pena conhecer São Paulo, por Rosana Lameu;
Grande guitarrista português a serviço no Brasil, por Thais Matarazzo;
Proposta pelo Choro em São Paulo, pelo prof. José de Almeida Amaral Júnior
Chocolate amargo protege o coração / Leite amigo do coração, por Roberta de Donno;
Marion Duarte lança novo CD, por Thais Matarazzo
Benedito Rui Barbosa: 80 anos de um grande profissional da cultura brasileira, por Fábio Siqueira;
Escolha seu navegador na Internet, por Rodrigo Botelho;
PRO-TV ele nova diretoria, por Fábio Siqueira;
Entrevista com o radialista Altieris Barbiero.

Algumas pessoas nos contataram solicitando o envio do jornal para suas casas via Correios. Como estamos começando não há verba disponível para o envio de tantos exemplares. 

O que pode ser feito é um serviço de assinatura, onde os leitores interessados podem nos enviar o valor da postagem dos Correios, e assim os exemplares do “São Paulo em História” podem ser enviados. 


Caso haja interesse, por gentileza, responda a esse e-mail (ou para saopauloemhistoria@gmail.com), caso concorde com a forma de envio. Ou então, aqui vão os endereços onde este jornal pode ser adquirido gratuitamente:

Biblioteca Memorial da América Latina
Casa das Rosas, Av. Paulista, nº 37
Copiadora Juvima, R. do Boticário, 83
Coraltur, Praça da República, 386 – 7º andar


Obrigada.

Att,

--
Thais Matarazzo

terça-feira, 17 de maio de 2011

Evoluir

O mundo gira sob nossa cabeças
e é como se tudo fosse despencar sobre elas.
O peso da dor não é maior
que a consciência do vazio.
Entender o mundo
não é tão difícil quanto entender o outro.
Complexidades da vida humana
descartadas pela mira a esmo.
A roleta decide sua trajetória
e paciente você pensa que vive.
Uma vida sem escolhas, lutas
e consequentemente conquistas.
O acaso, o novo, o inesperado
podem ser atrativos,
mas também é preciso
estabelecer as próprias metas.
Enfrentar o mundo de cabeça erguida,
não de olhos fechados.
Convencer não basta,
o grande desafio é sustentar as palavras.
Ninguém detém nenhuma sabedoria,
só se administra descobertas a todo tempo,
e são elas que ditam as regras de nossas vidas.
Evolução.
O mundo, a vida, o caminho, o passo,
a respiração, o pensamento,
a batida do coração e o olhar,
é tudo uma questão de evolução!


BLOG: http://poesiamarianabizinotto.blogspot.com/
Dica especial: Livro “O mundo de Sofia” de Jostein Gaarder.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

LÍNGUA TUPI



Quanta sonoridade e poesia
Tem os nomes que o índio
Dava pras coisas que via:
Araci, a mãe do dia
Itapecerica, a pedra escorregadia
Uruguai, o rio dos caracóis
Pindamonhangaba, onde são feito os anzóis
A água que brilha, uberaba
Uma roça... capixaba
A estrela d’alva, arumã
O que grita bem alto, jaçanã
A lua cheia, cairé
A aldeia mais importante, taubaté
A liberdade, taiguara
A flor bonita, potiguara
A pedra reluzente, sabará
O espinheiro, marica
O que foi trazido pela luz do céu, jurandi
Coaracy, o sol; a terra boa, ibiacy
O rio das maldades do diabo, anhagabaú
Os bons ares, botucatu
Uma baía do tamanho do mar, guanabara
O refúgio dos fujões, jabaquara
Se o rio é sinuoso, iguatemi
Se corre para baixo, anhembi
Guairá, que não se pode atravessar
Parnaíba, braço que corre para o mar
Velho diabo, anhaguera
A mata cortada, ibirapuera
Morador do mato, cainã
Terra muito dura, butantã
Ah! Meus outros tempos: quixeramobim
Um barulho muito grande, maracatim
Niterói, a água escondida
A alegria, a festa: toriba
Minha mãe, ceci
O Criador, guaraci
Lábios de mel, iracema
Água ruim, ipanema
Quando o sol se põe, graciema
As palavras são quase poemas
Na fabulosa Língua Tupi!

obs: Minha homenagem aos verdadeiros filhos do Brasil:

Lúcia Helena Almeida

luciahalmeida@yahoo.com.br

segunda-feira, 2 de maio de 2011

SONHOS

Por onde andarão meus sonhos?
Não os encontros mais dentro do peito.
Um amor que parecia tão perfeito...
Só conheceu os deveres, faltaram-lhe os direitos.

Sonhos!
Os vi morrer dia após dia, mergulhada na desilusão.
Nem a fé que me mantinha viva acalma este velho coração.
Dos momentos vividos, restaram lembranças desbotadas.
Abandonei os sonhos pra sobreviver acordada.

Minha vida em preto e branco segue adiante.
Sou como um cego que não vê as cores.
Posso imaginá-las, posso ver as flores.
Imaginárias como as minhas tantas dores.

Sonhos!
Hei de acordar para a realidade
e nela encontrar a maior felicidade!
Saberei então onde andarão meus sonhos:
vivem dentro de mim,
matam-me a tua saudade.

Cacilda Arruda ( Clara Arruda)

http://www.overmundo.com.br/banco/sonhos-13

segunda-feira, 18 de abril de 2011

ATRAÇÃO DOS MOLEKES (pagode)


Influenciados pelo, Exalta Samba e Revelação, o grupo de pagode Atração dos Molekes se apresentou pela primeira vez em 2006 na Praça Antônio Carlos (Machado-MG).

No mesmo mês, eles abriram o show do Face Racial.
O grupo se encontra em estúdio gravando seu primeiro CD “E Hora de Curtir” com 12 músicas cheias de swing e malícia mineira.

Contatos para shows:
João / Diogo
(35) 3295-4031
machadocultural@gmail.com

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A "SANTA" (Robson Amano)

Na minha terra tem uma "Santa",
que não faz milagre algum.
Nas mãos do rico traz fartura.
No bolso do pobre, sem nenhum

"Santa" e teu santo monopólio,
Aumenta os bens, enquanto "multiplica o pão".
Quem não comungar com a "Santa" tá queimado,
Queimado pela "Santa" inquisição

Seria a "Santa" do milagre econômico?
Igual ao "gênio" milagreiro de "74" da "Garrafa Azul"?
Mas por que quem recolhe o dízimo esta em outro Estado?
Estado de graça, de São Paulo, do Rio ou do Sul?

Êita santa do pau-ôco!
Mais ôco que pau de sururu!
Mais ôco que côco sem água de côco!
Mais ôco e grosso que bambú-açu!

Quem tá com a "Santa' está no paraíso,
E onde ela passa tem subvenção.
Na troca do milagre o clientelismo.
E mais uns 10 anos de Isenção

Puta Madre, Santa sacanagem.
Santa dos pés sujo, Santa dos Fariseus.
Ora pro nobis Trabalhadores.
E ainda nos explora, em nome de Deus!

Robson Amano, é bacharel em história, músico, compositor, artista-plástico e tatuador. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

PRECE SERTANEJA (por Robson Amano)

No meio dos buritis de suas veredas
Sobre o crepúsculo do entardecer
Na estrada seca de terra batida
Ouço uma voz a dizer:

-Pai nosso que está no céu,
muito longe, daqui do sertão,
por que nao está à mesa de quem tem fome?
De quem tem sede, de quem nao tem pão?

-Por que nao abunda a nossa terra?
Nao faz nascer seu manancial?
-Por que nada tem, aquele que reza?
E tudo tem aquele que é mau?

-Oh senhor das justiças injustas
Justas postas, entre a seca e a fartura
Rompa a cerca avarenta que nos trás a tristeza
Que de tão sedenta, torna-se pura.
Rogo-lhe esta prece vespertina
Sob o julgo de uma autarquia algoz
Que a luz de minha alma brilhe em sua retina
E que o Senhor tenha piedade de nós.

* Robson Amano é Bacharel em História, 
Músico e Compositor, Artista- Plástico e Tatuador.

robson_amano@hotmail.com

robson_amano@hotmail.com 

terça-feira, 22 de março de 2011

HEITOR VILLA-LOBOS (por Larissa Ferreira Lúcio)

O mês de março é lembrado por muitas datas importantes. É o mês em que nossa Constituição foi definida, mês do Dia Internacional da Mulher, da poesia, da escola, e também, é o mês de nascimento de um dos nossos maiores compositores: HEITOR VILLA-LOBOS.


Villa-Lobos nasceu em 5 de março de 1887 no Rio de Janeiro. Filho de músico, Raul Villa-Lobos, ensinou ao filho, desde os 6 anos de idade, a tocar clarinete e violoncelo, além de ensiná-lo a teoria musical. A mãe, Nôemia Umbelina Santos Monteiro, desejava que  Heitor fosse médico, mas a paixão pela música foi mais forte. Quase todas as noites, a Rua Riachuelo mergulhava no belo som do violoncelo do nosso músico, que não se limitava somente ao solo, e convidava amigos para um verdadeiro concerto erudito em sua casa.

Suas influencias foram: as músicas regionalistas; moda caipira e o compositor John Sebastian Bach, o qual o fascinava! Porém, foi a música popular que o levou a aperfeiçoar-se no violão, saxofone e no clarinete.

Por volta de 1915, apresentou-se pela primeira vez, publicamente, uma série de concertos que foi severamente criticado pela “modernidade musical“ de suas obras. Três anos mais tarde, a obra PROLE DO BEBE, elevou seu nome além das fronteiras brasileiras. Participou da Semana de Arte Moderna em 1922 que acabou por consolidar o seu nome. 

Após uma turnê pela  Europa compôs os Choros. Apresentou-se em concertos em São Paulo,  compôs as “Bachianas Brasileiras” e propôs um programa educacional ao governo.  Em 1932 é nomeado para dirigir a Superintendência da Educação Musical e Artística.

A personalidade da obra de Villa-Lobos é consequencia de seu esforço e sua odisséia pelo Brasil e pelo estrangeiro, além da experiência advinda de tocar em pequenas orquestras e de se exibir tocando diversos instrumentos. Suas obras enaltecem o espírito nacionalista, pois incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas, tornando-se o principal responsável pelo que dizemos de uma linguagem peculiarmente brasileira em música.

Villa-Lobos é considerado um gênio tanto pela riqueza prodigiosa de sua inspiração, como ao formidável talento musical, enfim, tudo que havia de contraditório em suas reações. Caracterizou a música brasileira tão selvagem e estranha para muitos em um formato europeu. 

Como poucos músicos, Villa-Lobos conheceu a glória em vida e sob ela faleceu em  17 de novembro de 1959 em sua cidade natal.




Larissa Ferreira Lúcio
Licenciada em História
Cesep-Machado

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER (Fabiana Almeida)

*O número de violência contra a mulher é bem maior do que os dados registrados apresentados pelas delegacias das mulheres. Muitas vítimas não denunciam seus agressores; algumas têm medo, outras se sentem envergonhadas. A maioria possue empregos de baixa renda, residindo em cidades do interior e zonas rurais. Seu conhecimento para combater esse crime é praticamente nulo!
 A justiça criou a Lei Maria da Penha (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher), decretada pelo Presidente Lula, no dia 07 de Agosto de 2006.
Mesmo com essa medida, por que os homens ainda continuam cometendo esse crime?
A resposta é que, na verdade, a nossa sociedade mesmo com toda modernização, ainda é machista. Já faz parte do instinto do homem ver a mulher como sua propriedade, encarando-a como um ser inferior em todos os aspectos perante a sua posição.
A maioria dos homens ainda continua sendo adestrada com a visão de superioridade, não admitindo a conquista das mulheres pelo direito de igualdade como consta na constituição. Todas as crianças (meninos e meninas), desde a fase do seu desenvolvimento deveriam ser educadas com essa conscientização.
 A mulher violentada não pode deixar esse crime impune; deve denunciar seu agressor à justiça!
Não podemos nos esquecer que existem outros tipos de violência contra a mulher sem ser a agressão física. Existem também as que não deixam marcas como as ofensas verbais, humilhações e o abandono.
 A mulher deseja e precisa sentir-se amada e respeitada...

Fabiana Almeida
c.afabi2hotmail.com

(71) 3203-6692

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER (Patrícia Marcelina Chagas)

Qualquer mulher pode ser vítima da violência não importa se ela é rica, pobre, branca, negra; se vive no campo ou na cidade, se é moderna ou antiquada; católica, evangélica, atéia ou umbandista. A única diferença é que as mulheres mais ricas conseguem esconder melhor sua situação e têm mais recursos para tentar escapar da violência.             .
A violência doméstica contra a mulher não se caracteriza somente por aquilo que é visível e que é tipificado no Código Penal. É muito mais do que isso. O hematoma, o arranhão e a ameaça que leva a mulher a pedir a ajuda são muitas vezes apenas a ponta de um iceberg. Por trás dessas manifestações aparentes pode haver: Um risco real e iminente de homicídio, meses, anos ou décadas de abusos físicos, emocionais ou sexuais, um medo profundo que enfraquece e paralisa a vítima, uma longa história que envolve pequenos atos, gestos, sinais e mensagens subliminares, usados, dia após dia, para manter a vítima sob controle.
 Violência contra as mulheres é um drama complexo e muito mais freqüente no Brasil do que se imagina. Para lidar com um problema que envolve relações afetivas, projeto de vida, dor, vergonha e humilhação, é necessária a adoção de políticas públicas, de caráter universal, acessíveis a todas as mulheres e que englobem as diferentes modalidades nas quais a violência se expressa; é preciso combater a violência punindo os agressores, mas é preciso, sobretudo, evitar que a violência aconteça.
É preciso apoiar as mulheres que vivenciam a violência no processo de reconstrução de suas vidas. É preciso que elas tenham poder para mudar o rumo de suas histórias. É preciso que governos e a sociedade civil trabalhem juntos para mudar a cultura machista e patriarcal que justifica e estrutura a violência; o comportamento violento é um dos maiores desafios no enfrentamento à violência contra a mulher.
 Se quisermos construir uma cultura de paz e de respeito aos direitos humanos de todas as pessoas, esta construção começa em casa; toda mulher tem o direito a uma vida livre de violência.

*Patrícia Marcelina Chagas é aluna do 6° período do curso de Serviço Social (CESEP/Machado-MG)

sábado, 18 de setembro de 2010

ACADEMIA MACHADENSE DE LETRAS PREMIA VENCEDORES DO VII CONCURSO PLÍNIO MOTTA DE POESIAS.


Em noite solene, na quarta-feira, no salão da Biblioteca Municipal Prof. Gentil Vianna da Silva, a Academia Machadense de Letras promoveu a etapa final do VII Concurso Plínio Mota de Poesias,com a premiação dos vencedores nas duas categorias: até 16 anos e acima de 17 anos.
            
Aberto em maio passado, o concurso que já se tornou conhecido em quase todo interior mineiro e em outros estados brasileiros recebeu inscrições, além de Machado, de participantes de cidades como Cordislância-MG, Americana-SP, Santa Maria-RS, Aracaju –SE e Fortaleza-CE.
            
Realizado em duas etapas - a fase classificatória terminou no dia 16 de agosto, com a divulgação dos 10 classificados de cada uma das duas categorias, - o concurso que em sua sétima versão considerado um dos melhores, pelo alto nível dos poemas apresentados, conforme afirmou o presidente da Academia Machadense de Letras, prof. Adalto Simoni.
           
Presente à solenidade, o prefeito Roberto Camilo Órfão de Morais, enalteceu a iniciativa da Academia: “Este concurso ela sua importância e pelo que representa para a nossa cultura, vem engrandecer a nossa cidade, principalmente neste ano em que a Academia Machadense de Letras assumiu com a administração municipal a incumbência de realizar sob sua responsabilidade as festividades relativas ao 129° aniversário de Machado: estamos orgulhosos e agradecidos por esta parceria com a nossa Academia de Letras”.
            
Além deste concurso, este ano, todas as festividades do aniversário de Machado como a apresentação do grupo italiano Amarcord, Encontro de Bandas, Desfile Comemorativo e Festival Sertanejo, acontecem sob a responsabilidade da Academia Machadense de Letras.


*A SOLENIDADE

Aberta pelo presidente Adalto Simoni, que saudou público e os participantes e ouvido o Hino Nacional Brasileiro, o responsável pelo Cerimonial da Academia José Vítor da Silva discorreu brevemente sobre a ordem do Concurso, passando a palavra para a acadêmica Dra. Jussara Neves Rezende que em rápidas palavras falou da importância da poesia.


*VENCEDORES

Categoria I (até 16 anos)

1° lugar (Prêmio: R$ 300,00)
Poema: A boneca moleka – Autora: Maria Paula Lucas Costa

2° lugar (Prêmio: R$200,00)
Poema: Se minha mãe fosse Marte – Autora: Sabrina V.Guerra

3° lugar (Prêmio R$150,00)
Poema: Poesia – Autora Bianca Ribeiro Bornelli

Melhor intérprete: Sildes Henrique (Riquinho)
(Prêmio: R$150,00)


Categoria II (a partir de 17 anos)

1° lugar (Prêmio: R$500,00)

Poema: Amor não perecível – Autora: Ana Maria Gonçalves

2° lugar (Prêmio: R$300,00)
Poema: Verdades Poéticas – Autor: Diego Isaías Crispin

3° lugar (Prêmio: R$200,00)
Poema: Mal da Humanidade – Autor: Maurício Fernandes

Melhor intérprete: Ana Maria Gonçalves
(Prêmio: R$200,00)

A premiação oferecida pela Academia Machadense de Letras incluiu Diplomas de Participação para todos 10 classificados de cada categoria, além do participante mais idoso e mais novo do Concurso.Os prêmios tanto em dinheiro como em Diplomas oferecidos aos vencedores e classificados foram pagãos pela Academia, através de subvenção recebida de Convênio celebrado com o Município.


*JURADOS

A Mesa de Jurados esteve assim formada:

Avaliação dos poemas: prof. Itamar Rodrigues (Academia paraguense de Letras), funcionária da biblioteca Mônica Bíscaro Vieira e gerente da Casa da Cultura Rosa Maria Signoretti Araújo.

Avaliação de interpretação: profa. Eva Caixeta dos Santos, desenhista e poeta Juliano da Silva Santos e acadêmica Ana Maria Brigagão de Carvalho Issa.


*PRESENÇAS


Além dos membros da Academia Machadense de Letras (Jussara Neves Rezende, Ana Maria Brigagão de Carvalho Issa, Celma Lúcia Nogueira, Josué da Silva Lucas, Lúcia Almeida e José Vítor da Silva), do prefeito municipal, prestigiaram a solenidade os secretários municipais Manoel de Souza (Governo), a diretora de Eventos Marisa Barros, a gerente da Casa da Cultura Rosa Maria Signoretti Araújo, o diretor de Comunicação do Município Pedro Niraldo Alves, as diretoras escolares Cristiane Scalco (Colégio Unimape), Zuleica Rabelo (Cefem), Mônica Soares (Cespacc/SESI), Marili Andrade (CCAA), Fábio Couto Brigagão (CESEC), Caroline Cunha Santos (professora Unicol/CESEP), alunos do 6° Período de Letras do CESEP, e um expressivo número de parentes e amigos dos participantes do concurso.

*ENCERRAMENTO

O encerramento da noite solene, com a proclamação dos resultados e premiação dos vencedores foi marcado pelas palavras do presidente da Academia, Adalto Simoni Pereira, e coquetel oferecido aos presentes.
Em seus agradecimentos, o presidente da Academia ressaltou o apoio da Prefeitura, e pela Diretoria de Eventos e faz menção especial às funcionárias da Biblioteca Municipal que prepararam o local para a realização do Concurso.

Fonte:
A Folha Machadense  - sábado, 11 de setembro de 2010 /Ano XXXVI. Edição 1.836

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

GRUPO MUNDO TEATRO (ALFENAS/MG)

Este dia 01/09/2010 vai ficar marcado na história do GRUPO MUNDO. As 20:00 horas estávamos apresentando o nosso espetáculo (pãofogehomemmigracadêlei?) no bairro Jardim Alvorada para alunos da rede municipal de ensino e moradores do bairro, e as 22:00 horas já estávamos apresentando novamente para os estudantes da Universidade Federal de Alfenas, que representam a outra ponta do cenário educacional brasileiro. 

O que nos fez mais feliz esta noite, é que podemos viver a democracia pelo menos no que tange ao “nosso” teatro. Ver o sorriso alegre no rosto das crianças e sentir os fortes aplausos do doutores da academia, nos faz crer que estamos conseguindo bem devagar comungar a nossa maneira de fazer arte com todos os cidadãos.
Forte abraço a todos!
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pãofogehomemmigracadêlei?

O “pãofogehomemmigracadêlei?” é um espetáculo representado por quatro atores, que transitam pelos textos da literatura de cordel, para narrar a saga do homem sertanejo, sem nome, sem pão, sem eira e beira.
Fazendo uso de rimas da literatura de cordel, com os textos do capixaba Pedrinho Gotara “O pão nosso de cada padaria”, o “ABC do nordeste flagelado” do consagrado Patativa do Assaré e “Cordel da fome” do brasiliense Gustavo Dourado. 

O grupo também utilizar de artifícios lúdicos como pernas-de-pau, cavalinho de madeira customizados com chitão, colheres gigantes que se transformam em espadas, bandeiras do Brasil e do Estado de Minas, que nas mãos das atrizes ora é um bebê, ora é um lenço que enxuga as lágrimas da mãe sertaneja.

O espetáculo tem inicio com o homem gigante (ator sobre pernas-de-pau) que representa a grande massa que sai a procura do pão, que existe em abundância mas que não chega a quem precisa, deixando explicita as diferenças sociais e econômicas. Depois passa a narrar a saga de homens e mulheres sertanejas que sem ter como alimentar seus filhos pela seca e pelo descaso do poder, acabam sem alternativas, migrando para os grandes centros, inchando ainda mais o exército de mão de obra ociosa e explorada nas grandes cidades.

Chegando a terceira e última parte do espetáculo, com o texto “Cordel da fome”, onde é feita uma pequena homenagem ao grande Josué de Castro autor da obra “Geografia da fome”, tocando fundo na ferida do descaso social e político brasileiro além de criticar a arrogância do sistema capitalista e latifundiário que vê o HOMEM apenas como uma peça para a realização de seus objetivos. Culminado com uma grande ciranda, já que uma das principais características do homem brasileiro é sua alegria e disposição para transpor as dificuldades lhe impostas diariamente.

Todos os detalhes foram minuciosamente criados para que houvesse comunhão entre a didática e a arte, objetivando levar aos expectadores um teatro inteligente, simples e lúdico. Inteligente porque não poderia jamais subestimar sua capacidade intelectual, simples porque teria que penetrar no seu universo físico/geográfico e lúdico, pois, somente por meio dele, é possível penetrar nesse mundo particular de cada ser humano.

Na ciranda da vida
É preciso ter o pé no chão
Pro mundo rodar bonito
Como quer toda nação

Por isso nossa presença
É pra chamar a atenção
Que a fome é uma doença
Que tem que entrar em extinção.

(Anselmo Cesário)