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sexta-feira, 27 de outubro de 2017


NEW WAY

*Carlos Roberto de Souza
       
        Surgida em 2011, a banda New Way vem se destacando como uma das grandes revelações do pop/gospel do sul de Minas.
        Sua formação conta com Mayara (vocais), Jhow (guitarra base/solo), “Gordo” (baixo), João Ubirajara (teclados), Emanuel (back vocal) e Altieres (bateria). Seus integrantes fazem parte do “Ministério de Louvor da 5º IPI”, localizada Np Bairro de Santa Luísa.
        Com letras próprias compostas por Emanuel e Mayara e Jhow, o New Way participou de Festivais de Bandas Gospel nas cidades de Pouso Alegre (onde ficaram em 2º lugar) e Boa Esperança, além de outros eventos como a “Marcha pra Jesus”, em Silvianópolis e no Congresso em Itajubá. Em algumas apresentações a banda conta com a participação dos amigos Edson (violão) e Osmar (baixo).
        O sonho de lançar o primeiro CD é o objetivo principal de seus membros, para isso eles buscam parcerias.
        “Há espaço para todos que queiram levar a palavra de Deus através do louvor. O mundo está carente de amor e de esperança no coração”. Disse Jhow.
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* Poeta, editor e membro da Academia Machadense de Letras.

domingo, 10 de setembro de 2017

PEGA  LADRÕES!!!

*Carlos Roberto de Souza


        Milhões, milhões e mais milhões, as cifras não param de acumular. Elas chegam munidas de gravações oficiais (e ilícitas), propinas e delações premiadas de bacanas bancando o “X-9”.
        As catástrofes naturais parecem não fazer jus às tragédias anunciadas mais do que a nossa infame Política. Dinheiro na cueca é coisa do passado, a onda agora é “apartamento caixa-forte”.
        Impunidade e Justiça andam de mãos dadas para sempre até que a nossa vã Aposentadoria os separe. 
Quem celebrou esse matrimônio sinistro que atire a primeira cédula!
        E o voto? Ah, o voto, tão carente, tão insignificante e, ainda por cima, vagueia balindo nos colégios eleitorais feito um bode expiatório, enquanto no Planalto Central, os lobos uivam nos corredores iluminados do Senado e do Congresso.
        Quanta sujeira travestida de paletós caros e gravatas importadas! Se gritar pega ladrões é gol...
        É Cazuza, a nossa piscina está cheia de ratos e o Brasil não corresponde aos fatos, e para piorar: tudo não para.
        A “República das Bananas”, como citou o escritor americano William Sydney Porter, corrobora com a nossa pífia Independência proclamada (?) por um príncipe diarréico sobre o lombo de uma mula!
        O Brasil tem solução? Sinceramente eu não sei. Quem sabe se o “alugássemos” como já se expressava Raul Seixas? Ou, simplesmente, saíssemos às ruas com lápis e papel na mão vociferando: “Cadê o Dinheiro que tava Aqui?”.

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*Poeta e editor e membro da Academia Machadense de Letras.

Foto: http://www.soqueriaentender.com.br/pega-pegapega-ladrao/



sábado, 11 de junho de 2016

                                               CIDADE FAROESTINA

Gandhi desprezava a chamada civilização da época atual. “É apenas uma camada superficial que encobre um coração feroz... Não se importa nem com a moralidade nem com a religião.” Sua definição da civilização verdadeira: ”Boa conduta” cita Henry Thomas.
Quem entende de boa conduta? Nós, que vivemos cercados de descaso, de corrupção, de assombros, de afrontas diárias?
Pois é! E com tudo isso estamos ficando famosos. Não há uma semana em que a nossa cidade de Machado não anuncie um assassinato, um roubo de carro, um assalto à mão armada. Isso tudo são fatos corriqueiros já por aqui.
A televisão já ironiza quando se refere a Machado e também já fala em manter um plantão aqui, para facilitar seu trabalho, pois, antes mesmo de chegar ao local de saída, outra chamada os faz voltar.
Como podemos ver, a fama nem sempre é bom sinal: Machado, famosa, porque está batendo recorde em outras cidades nos fatos negativos,nas atrocidades que estão governando a nossa civilização moderna.
Sempre gostei de filmes faroeste: davam-me prazer  assistir a eles pela TV e ver o “mocinho” chegar na hora certa e acertar os bandidos em “Rastros de Ódio”, “A Vingança de um Pistoleiro”, “ Promessa de Sangue”, “ O Dólar Furado”, a Série “Bonanza”, entre muitos outros.
Não preciso mais de TV para isso: não há mais distância entre realidade e ficção. Tais filmes andam acontecendo por aqui, (embora não deem nenhum prazer), debaixo dos nossos olhos, sem nenhum diretor cuidando de seu encaminhamento, e são de graça, mas, infelizmente, nunca aparece o “mocinho” para salvar ninguém.
Naqueles, os da TV, homens adultos eram seus personagens, trabalhando por uma carreira artística, para o sustento de suas vidas e de suas famílias; nestes, os de nossa cidade, são jovens, adolescentes que, matam por vingança, por uns gramas de droga, por vontade de mostrar poder.
Andam pelas ruas, esquecidos de si mesmos e de suas famílias que não sabem mais o que fazer por eles e, para eles, matar ou morrer, pouco importa.
Não buscam títulos de heróis, mas estão convencidos de que enchem de medo as ruas da cidade; têm pensamentos possuídos por forças maiores que os fazem acreditar que têm poder.
E nós, do outro lado, acreditamos que têm tal poder, já que estamos nos trancando cada dia mais em nossas casas, tentando resguardar-nos de ataques violentos ou de balas perdidas.
Alguém sabe o que fazer? Rezar adianta? Trancar todas as portas, colocar mais grades, alarmes e deixar acontecer do lado de fora, é isso?
Essa é a civilização moderna.
Alberti Cliffe nos conta que no Canadá Ocidental, há grandes florestas de árvores enormes, algumas das quais com milhares de anos de idade. Resistem a grandes tempestades, mesmo a terremotos e ventos furiosos. Entretanto, morrem frequentemente por causa de um pequeno inseto que penetra debaixo da casca e lentamente suga-lhes a seiva vital.
Assim é a preocupação: mina nossa vitalidade e pode nos trazer moléstias sérias. Ficaremos à espera das grandes moléstias, trancados em casa, destruídos em nossa vitalidade, sentindo horror ante os fatos e dizendo constantemente o mesmo chavão: Que Deus tome conta de todos nós?
Segundo o profeta Isaías o mundo melhor seria este: “ E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito, e o bezerro e o filhote do leão e o da ovelha viverão juntos; e um menino os guiará... porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar. E as nações converterão as suas espadas em relhas de arados, e as lanças em foices: não levantará a espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear.”
Essa foi a formosa visão que Isaías legou a sua geração. E como o recompensou a sua geração? Como as gerações costumam recompensar os seus profetas. “Cortaram-no em dois, relatam os cronistas, com uma serra”.
Será que a civilização moderna se modernizou demais?
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*Olga Caixeta Vilela é professora de Português e membro da Academia Machadense de Letras.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Engraçado os nossos futuros candidatos a Ratos na Política!
Quando estão em campanha, seguram crianças no colo, distribuem beijos, sorrisos, apertos de mãos, abraços de "amigo urso"; além de consumirem aquele pastel quase verde na estufa (que será lembrado na manhã seguinte)...
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E,aí, quando vencem, sequer se lembram das mais simples promessas feitas aos cidadãos.
Se você tentar se aproximar de um deles, fatalmente levará para casa a lembrança de um soco, ou, se tiver muita sorte, apenas uma cotovelada.
Então, vai encarar essa, ou pretende dar um basta nas urnas?

terça-feira, 24 de junho de 2014

A REVOLTA DOS CÃES



A REVOLTA DOS CÃES

Carlos Roberto de Souza



Moro em uma rua cujo nome é “Andorinhas”. Até aí nada demais. Entretanto, o problema não são as andorinhas (que nem dão suas caras por aqui), e sim uma manifestação canina que vem crescendo a cada dia.

Eles latem com todos os pulmões, dividem as pulgas e não os pães, correm atrás de desavisados e mordem seus calcanhares só para “aporrinhar”. E para fechar a fatura: defecam em quase toda a extensão. Creio que nem todas as andorinhas reunidas in loco seriam capazes de produzir tanto dejeto!

Alguns deles foram gentilmente trazidos pelos moradores, porém os próprios jogaram a tolha no mesmo dia, ou seja, deixaram os caninos à mercê do seu instinto de sobrevivência. É mole!?

Os cães de hoje são espertos, e já formaram até sindicatos.

Você duvida? Então chute algum pela frente ou jogue uma pedra para ele se afastar, é bem provável que um bando surja e ponha você pra correr; e ai daquele que comprar a briga!

Quando se caminha por esta rua não dá pra saber o que é asfalto ou buraco... Tudo foi tomado pelas fezes. Nessa hora você não acha o dono da arte e muito menos a cara do “patrão”, já que o quadro revela que os cães começaram uma revolução.

O grito de guerra!? Ora não poderia ser outro senão: “Daqui não saio, daqui ninguém me tira” (olha a marchinha gente!).

De vez em quando eu vejo o meu cachorro da raça Pinscher cochichando com um desses comparsas junto ao portão. Humm! Sei não, mas acho que o meu cachorro está me traindo...

Vou ter que pisar em ovos daqui pra frente. Enfrentar esse baixinho é moleza, mas um bando de “tomba latas” revoltados “é osso”.



*Poeta, editor e membro da Academia Machadense de Letras

quinta-feira, 15 de maio de 2014

E O OSCAR VAI PARA...


E O OSCAR VAI PARA...

*Carlos Roberto de Souza

 

No dia 09 de março deste ano, O Fantástico exibiu uma reportagem sobre o abandono estrutural e humano do ensino público. Tal matéria meu causou espécie: como pode o Brasil – que se vangloria membro do B.R.I.C.S [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] – manter escolas sem condições de ensino onde alunos e professores sofrem indignados?

A reportagem mostrou escolas de Alagoas, Pernambuco e Maranhão literalmente sem teto, sem água potável, carteiras quebradas, chão esburacado e sem banheiros (em algumas tanto alunos quanto professores faziam suas necessidades no mato). Os alunos tinham que acordar de madrugada para pegar um “caminhão pau-de-arara” até às escolas. Outros eram obrigados a percorrer uma longa distância a pé em lamaçais. Um quadro patético!

Eu me pergunto onde está o tão difundido projeto “Criança Esperança” da Rede Globo, causador de euforia e lágrimas? Onde os políticos – cujos filhos formados nas melhores universidades – esconderam o que sobrou de sua pífia vergonha? Ah, que saudade dos atos estudantis da década de 1960, quando Jovens saíam às ruas para protestar e enfrentar a truculência da Ditadura... E o que restou da nossa Democracia mundana? Nada a não ser uma “Faixa de Gaza” cujas pedras são insuficientes para atingir o âmago do caos.

O Governo (municipal, estadual e federal) merecia uma indicação ao “Oscar de Efeitos Especiais” devido à violência urbana gratuita, drogas vendidas e consumidas a céu aberto, roubos, sucateamento do ensino público, desvalorização do professor e pelos buracos [plagiados da trilogia “Jurassic Park”] que tomam milagrosamente nossas ruas e avenidas.

O tapete vermelho da infâmia foi estendido; Sobre ele veremos os mais sórdidos políticos, tecnocratas e candidatos ao vestibular da roubalheira caminharem com altivez. O que mais me intriga, porém, é saber que com o passar do tempo, tudo isso será esquecido para ceder (em primeira mão) colunas para os babados, furos jornalísticos e meia página para os jardineiros dedurarem seus chefes.

Portanto, alegrai-vos! Pois novamente seremos lobotomizados com o que não enxergamos além dos nossos narizes.

 

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*Poeta, editor e membro da Academia Machadense de Letras.

GOOOOOOOL...


GOOOOOOOL...

(A COPA DA COZINHA É NOSSA!)

 

*Carlos Roberto de Souza

 

O mês de junho está chegando e com ele a grande expectativa: A Copa do Mundo de Futebol, eta!!!

O que me espanta é saber que durante os jogos, uma amnésia coletiva tomará conta do país. Até os índices de roubo e furto vão despencar, já que a malandragem patriótica estará – como todo cidadão – torcendo pelo nosso país.

Como dizia o escritor e jornalista Nelson Rodrigues: “O Brasil é a pátria de chuteiras”.

Antes da partida inicial, porém, o corre-corre e a euforia tomarão conta da cidade em proporções inimagináveis: o trânsito (que já era caótico) será a imagem surrealista do próprio marasmo; pacientes espalhados nos corredores de hospitais detentores de “ISO” aguardarão pacientemente a chegada de um médico.

O Congresso, o Senado, o Itamaraty, entre outras Instituições farão brindes regados a Moët Chandon. O (1.9.0) estará distribuindo a famosa evasiva: “Estamos atendendo uma ocorrência”…

A questão é: a Copa do Mundo faz milagres, ou o povo brasileiro é milagreiro? 

Creio que a primeira questão se encaixe nas entrelinhas, pois embora o povo não caminhe sobre as águas, ele se afunda nas enchentes;

Ele não multiplica os pães, contudo, sua fome é inesgotável;

Ele não tem um Judas à sua direita, mas traidores de colarinho branco;

Ele não foi visitado pelos reis magos, mas encontra em cada esquina mágicos capazes de fazer sumir um carro, uma carteira, uma motocicleta…

Por fim ele carregará a cruz que não será fincada no calvário, mas no morro onde o “pó branco” é a redenção.

... E a bola começa a rolar. Agora o bicho pega (ué, não pegou ainda?).

O lateral corre, dribla um, dois, três, cruza a bola com atitude. O centroavante corre até a área, mata a bola no peito e antes que ela toque o chão ele a chuta.

A respiração cessa, o coração dispara, o nó na garganta enforca; a bola cobre o goleiro, balança a rede...

Um grito uníssono de alegria é ouvido em todo país. Quem dera fosse um BASTA!

 

*Poeta, editor e membro da Academia Machadense de Letras.

 

 

 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

PRECONCEITO, FALSIDADE E CINISMO: BOM APETITE!




PRECONCEITO, FALSIDADE E CINISMO: BOM  APETITE!

Carlos Roberto de Souza (Agamenon Troyan)

O texto “Profusões” de Olga Caixeta é muito interessante. Sua observação é um alerta sobre o cinismo, preconceito e falsidade dos quais nos alimentamos todos os dias. Testemunhamos crianças perdendo sua fase pueril em meio a jogos de violência e jovens dizimando sua juventude em “baratos” cheios de overdoses.
Na música, o vulgar é sucesso garantido, enquanto que as de letras bem estruturadas caem em desuso cultural.
Nas telas, a barbárie (guerras, genocídios, violência urbana e familiar, entre tantos) é diversão garantida regada a pipoca, guaraná e vodca. Os pais – que ainda tentam em vão dialogar com seus filhos ou controlá-los – se perdem nos umbrais do tempo. Tudo hoje em dia é “careta”, ou será que essa gíria se perdeu também?
Encaramos tudo em caráter de negligência; não percebemos o quanto estamos envolvidos... Somos parte de um imenso tabuleiro cujas peças não se movem. Deixamos escapar uma lágrima por uma cena que nos toca, e negamo-la quando a realidade bate à nossa porta.
Como é possível discutirmos – em ângulos cinematográficos – enredos realísticos que abordam a pobreza, guerras religiosas, conflitos familiares quando a realidade está a um palmo dos nossos narizes? Tudo é cinismo!?
Aliás, venham todos: o preconceito, a falsidade  e o cinismo estão na mesa!!!
Bom Apetite...

*Editor e poeta, membro da Academia Machadense de Letras.

Foto: http://slayagain.blogspot.com.br/2010/09/tira-tua-mascara.html

PROFUSÕES (Olga Caixeta)



PROFUSÕES
(Olga Caixeta)

Todas as fraquezas e todas as misérias humanas vieram à tona e cobriram a tela da TV por um longo tempo e todos nós pudemos assistir, comparar, assumir em nossas vidas muitas passagens que, certamente, fizeram parte do cotidiano imprevisível que assombra os nossos melhores momentos.
Notamos durante muito tempo o quanto nos parecem longos os passos incertos que tiram nossos pés do chão, derrubam o nosso espírito e consomem nossos corações.
É até engraçado pensarmos que somos todos personagens de infinitas passagens, sem nos darmos conta do que estamos vivendo e, infinitas são também as vezes que fazemos comentários sobre o que assistimos sem percebermos a cumplicidade entre as situações.
Tudo é tão igual e algumas vezes o que é real supera o que se apresenta na tela.
Estou aqui falando da novela das nove “Amor à Vida” e dos seus últimos capítulos.
Depois de centenas de atropelos, traições, mortes, roubos, brigas, separações aconteceu o inesperado: o amor representando a única possibilidade de o ser humano ser feliz, sentir-se bem consigo mesmo e justificar a sua relação com os outros.
O que corre na net é o beijo dos homossexuais e pude ler comentários dizendo que “ até que enfim a televisão mostrou estar quebrando tabus e etc...”
Não quero me ater ao fato, mas àquilo que foi o fechamento: a cumplicidade entre pai e filho e o desvendamento do sentimento escondido e maltratado no coração dos personagens, César e Félix.
Se prestarmos atenção, no decorrer dos capítulos havia uma luta interior no personagem Félix, o filho, pelo fato de não ser reconhecido, não ser amado.

Tal fato fez dele uma criatura sórdida, má, inconsequente e, só depois de ter passado por situações mais difíceis também para ele, a questão econômica, e encontrado uma mão estendida, não para oferecer dinheiro, mas carinho, atenção, amor e que exigiu dele uma determinação de atitude refletida, foi capaz de mudar.
Mudou e mudou tanto que foi capaz de reconhecer suas fraquezas e entregar-se de vez à mostra de seus sentimentos.
O fato pode parecer bobo para muitos, mas para mim foi surpreendente. Exalou um certo ar de sublimidade que intimidou todas as outras passagens de desafetos e asperezas.
Li uma mensagem do Papa Francisco para o XXII Dia Mundial do Enfermo 2014 na qual ele diz: “ Quando nos aproximamos com ternura daqueles que precisam de cura, levamos a esperança e o sorriso de Deus às contradições do mundo”.
Ele fala aqui da enfermidade do corpo e eu falei antes da enfermidade da alma. Todos nós sabemos que nenhuma das duas situações é melhor ou pior, mas é certo que tanto uma quanto a outra são dizimadoras do ser humano.
O final da novela foi providencial para falar de um assunto sobre que muita gente foge: coisas do coração que descontrolam sobremaneira nossos pensamentos e nossa força de ação.
De forma geral, quando o assunto é o próprio EU intimidamo-nos, pois o maior costume de todos nós é expor o Outro e escondermo-nos atrás de nós mesmos.
Achamos todas as lições de amor bonitas, mas não expomos a nossa ou nem nos damos conta de que poderíamos viver uma. A sensibilização acontece-nos e passa como um vento lá fora.
Sofremos por causas infinitas e guardamos a sete chaves toda a ira que corrói a nossa vida, pois acostumamo-nos ao espírito de vingança que nos traz a sensação de donos do poder.
Apesar de todos os escrachos que “Amor à Vida” deixou rolar por um bom tempo, o seu final garantiu-nos um tanto de emoção, algumas lágrimas e muitos comentários. Não importa que tenha sido sobre o beijo homossexual, já que ele é amor.
Se amar é em si mesmo um estado de leveza espiritual só ele, o amor, será capaz de lavar todas as manchas que encobrem o favorecimento de uma boa ação.
Falar de amor no facebook não é a mesma coisa que segurar as mãos de alguém, não é a mesma coisa que desvendar no nosso coração a força da vida.
Vivemos uma época difícil, sem muitas explicações ou respostas, uma época de relatividade sem mesmo entendermos bem seu significado, mas suponho que qualquer ser humano responderia para si mesmo sobre seus sentimentos.
O que eu realmente sinto quando sinto algo infinitamente forte brotar em mim e eu sei que posso responder com certeza: É Amor?
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*Olga Caixeta é professora de Português, poeta e membro da Academia Machadense de Letras


Foto fonte: http://veja.abril.com.br/blog/quanto-drama/tag/felix/page/3/